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Catherine: ''Desde que esses contatos foram retomados em abril, (...) explorei fórmulas diplomáticas para resolver as preocupações"
Bruxelas - A União Europeia (UE) e o Irã concordaram nesta quinta-feira em seguir negociando sobre o polêmico dossiê nuclear do país persa, mas Bruxelas exigiu que Teerã ofereça compromissos que respondam a algumas das reivindicações, como gesto para recuperar a confiança.
A comissária do Comércio Europeu, Catherine Ashton, falou hoje com o chefe negociador iraniano, Saeed Jalili, pela primeira vez desde a infrutífera rodada de diálogo realizada em Moscou em junho.
Catherine, que atua em nome do chamado Grupo 5+1 (os membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, mais a Alemanha), explicou em comunicado que a conversa se concentrou em como seguir avançando no processo de negociação.
A alta representante informou que durante a conversa transmitiu ao Irã a necessidade de que ''enfrente agora os temas que colocamos em evidência a fim de construir uma confiança'' para as negociações. Ambos concordaram em voltar a se falar no final do mês.
''Desde que esses contatos foram retomados em abril, (...) explorei fórmulas diplomáticas para resolver as preocupações internacionais sobre o programa nuclear do Irã'', lembrou a chefe da diplomacia europeia.
A UE espera que o Irã cumpra com sua promessa de abrir uma verdadeira negociação sobre seu programa nuclear e assuma compromissos concretos que respondam às reivindicações, segundo explicaram em numerosas ocasiões fontes diplomáticas.
Prioritariamente, a comunidade internacional deseja neste momento que o Irã suspenda o enriquecimento de urânio a 20% e que ceda a outro país o material dessa substância que já possui.
Vários países, liderados pelos EUA, acham que o programa nuclear iraniano tem fins bélicos, enquanto Teerã nega e insiste que é exclusivamente civil e pacífico.
Nas negociações, o Irã considerou ampliar o leque das conversas para incluir assuntos de política internacional como a Síria ou Bahrein, algo que a comunidade internacional não se opõe, desde que haja avanços no dossiê nuclear.
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