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Presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, fala para plateia durante conferência sobre petróleo e gás natural, em São Paulo
Rio de Janeiro - A Petrobras não realiza nenhuma negociação com o governo para um novo reajuste dos preços dos combustíveis, disse a presidente da estatal, Maria das Graças Foster, ao ser questionada sobre o assunto em evento no Rio de Janeiro, e as ações na Bovespa inverteram direção, passando a cair.
"Não, não há nenhuma negociação nesse sentido", afirmou ela nesta terça-feira a jornalistas após cerimônia do Programa Petrobras Esporte & Cidadania.
Em mais de uma oportunidade, Graça Foster, como ela prefere ser chamada, afirmou que a estatal buscará uma paridade com os preços internacionais para os valores dos combustíveis vendidos no Brasil.
Embora não haja um prazo definido para novos reajustes, a estatal pretende com amenizar os efeitos da defasagem das cotações locais dos combustíveis nos resultados da companhia. A Petrobras tem importado grandes volumes para atender ao mercado interno, o que tem pesado no balanço da empresa.
Ela disse ainda aos jornalistas nesta terça-feira que não comentaria declarações anteriores de ministros de Estado sobre uma alta nos combustíveis.
No início do mês, o ministro Guido Mantega (Fazenda), que é o presidente do Conselho de Administração da Petrobras, disse não há perspectiva de reajuste "no horizonte", horas depois de o ministro Edison Lobão (Minas e Energia) falar que existia a possibilidade de alta dos valores este ano.
Desde que os ministros se pronunciaram, Graça Foster não havia comentado publicamente o tema.
O aumento que foi dado no preço da gasolina em junho, de 7,8 por cento , não chegou ao consumidor em função da redução da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico), mas ele não compensa a defasagem que a Petrobras tem em relação aos preços internacionais.
Um novo aumento na gasolina agora acabaria tendo efeito no preços nas bombas e, por consequência, na inflação, considerando que a Cide foi zerada.
A defasagem dos preços dos combustíveis foi apontada como um dos motivos, mas não o principal, para o prejuízo registrado pela estatal no segundo trimestre, o primeiro em mais de 13 anos.
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