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O anúncio foi feito nesta segunda-feira pelo diretor financeiro e de Relações com Investidores da companhia, João Batista Zolini, durante uma reunião promovida pela Apimec-Rio
Rio de Janeiro - A Light planeja investir R$ 2,646 bilhões até 2015. O anúncio foi feito nesta segunda-feira pelo diretor financeiro e de Relações com Investidores da companhia, João Batista Zolini, durante uma reunião promovida pela Apimec-Rio. A maior parte dos recursos irão para financiar a expansão e a modernização da rede, projetos de geração e o combate às perdas. Mas, o executivo não descarta novas aquisições. No ano passado, a companhia saiu às compras e garantiu uma fatia no projeto de Belo Monte e o controle acionário da Renova.
"Coisas próximas à região de concessão da Light iremos estudar", afirmou. Zolini ressalta, porém, que a companhia não está disposta a dar grandes saltos, que não a permita aproveitar ganhos sinergias. Segundo ele, o terceiro ciclo de revisão tarifária deve incentivar consolidações no setor. Segundo ele, as novas regras exigem uma maior eficiência das companhias, por isso, algumas empresas irão enxergar fusões como uma saída para atender às exigências do governo.
No evento, o diretor de energia da Light, Evandro Vasconcelos, reafirmou a perspectiva de demanda mais fraca para o leilão de compra de energia A-2, com entrega prevista para janeiro de 2015. A falta de demanda por parte das distribuidoras levou o governo a adiar para junho o leilão, inicialmente previsto para março.
Segundo ele, as distribuidoras estão com excesso de energia contratada, o que diminuiu o apetite pela licitação. "Não temos expectativas de grandes demandas para esse leilão", afirmou Vasconcelos.
O executivo revelou ainda que a companhia tem minimizado seu esforço de venda de energia a partir de 2016 por conta do baixo preço da energia comercializada atualmente. Hoje, o preço gira abaixo de R$ 100 por quilowatt/hora, mas Vasconcelos acredita que esse valor deve subir para um patamar na casa dos R$ 130 em 2016. Esse movimento vai refletir o crescimento da economia, que foi prejudicada nos últimos anos por crises internacionais, que limitaram a expansão do Produto Interno Bruto (PIB).
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