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Usina nuclear de Fukushima: após o acidente, o país mantém detidos por segurança ou revisões 48 de seus 50 reatores nucleares
Tóquio - O Japão precisará investir pelo menos 50 trilhões de ienes (mais de R$ 1,28 trilhão) em energias renováveis até 2030 se decidir eliminar totalmente as centrais atômicas do país, segundo cálculos divulgados nesta terça-feira pelo governo do país.
O estudo, apresentado hoje em reunião sobre política energética e divulgado pela agência 'Kyodo', assinala também que a fatura elétrica dos lares quase duplicaria até 2030 caso todas as usinas nucleares fossem fechadas até esse ano.
Dessa maneira, a fatura média mensal por lar passaria de 16,9 mil ienes (RS 435) em 2010 para mais de 32 mil em 2030 (R$ 832).
O primeiro-ministro japonês, Yoshihiko Noda, insistiu que o governo trabalhará para que o país, terceira economia mundial, reduza sua dependência das usinas atômicas por causa da crise nuclear na central de Fukushima, provocada pelo tsunami de março de 2011.
Quase um ano e meio depois, a radioatividade mantém ainda deslocadas cerca de 52 mil pessoas em um raio de 20 quilômetros em torno da usina nuclear, enquanto a indústria, pecuária e pesca da região sofreram danos milionários.
O governo japonês está agora imerso na elaboração de um novo plano de energia que poderia estar concluído 'no final desta semana ou no início da seguinte', segundo indicou o ministro de Políticas Nacionais, Motohisa Furukawa.
Caso o Japão decidisse fechar todas suas plantas nucleares, seria necessário aumentar a geração de energia renovável dos 106 bilhões de quilowatts/hora de 2010 até 350 bilhões de quilowatts/hora em 2030, indica o estudo.
Se decidisse reduzir a dependência nuclear até apenas 15% (antes da crise de Fukushima, o Japão obtinha quase 30% de sua energia das usinas atômicas), seriam necessários 40 trilhões de ienes (R$ 1 trilhão) para aumentar a geração de renováveis até 300 bilhões de quilowatts/hora.
Na atualidade o país mantém detidos por segurança ou revisões 48 de seus 50 reatores nucleares, o que obrigou a aumentar o ritmo das centrais térmicas e aumentou consideravelmente as importações de hidrocarbonetos.
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