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Entrevista | 25/07/2012 10:26

Japão busca alternativas para energia nuclear

Kuniyoshi Takeuchi, diretor do Centro Internacional de Gerenciamento de Riscos do Japão, fala sobre a popularização da energia solar como alternativas para a nuclear

Washington Castilhos, da

AFP

Fumaça saindo do reator 3 da Usina Nuclear de Fukushima

Fumaça saindo do reator da Usina de Fukushima em 2011: segundo Takeuchi, o acidente na central nuclear mudou a equação energética mundial

Desde a Rio-92, a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento realizada no Rio de Janeiro em junho de 1992, estima-se que os desastres naturais (grande parte relacionada à mudança no clima) foram responsáveis pelas mortes de 1,3 milhão de pessoas no mundo, afetaram 4,4 bilhões e resultaram em perdas econômicas de US$ 2 trilhões

Segundo Kuniyoshi Takeuchi, diretor do Centro Internacional de Gerenciamento de Riscos do Instituto Público de Pesquisas do Japão, o acidente na central nuclear de Fukushima mudou a equação energética mundial.

“Mudou no sentido de que os países que tinham a responsabilidade de tratar problemas internacionais estão se voltando para dentro, a fim de resolver seus problemas nacionais e domésticos”, disse Takeuchi, que participou da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (RIO+20), em junho último.

O centro que Takeuchi dirige tem ajudado o Japão a desenhar estratégias contra a ocorrência de acidentes, principalmente os relacionados à água, como o tsunami, que em 2011 inundou parte do território do país e causou o acidente em Fukushima.

Em entrevista, Takeuchi, que integra o Programa Integrado de Pesquisa sobre Redução de Riscos de Desastres (IRDR, na sigla em inglês), falou também sobre algumas medidas que estão sendo tomadas no Japão para reduzir os riscos e as vulnerabilidades aos acidentes naturais.

– O senhor poderia destacar algumas lições trazidas pelo acidente nuclear em Fukushima?

Kuniyoshi Takeuchi – Aprendemos muito. Temos ainda que recuperar as perdas, estimadas entre 25 trilhões e 30 trilhões de ienes [de R$ 650 bilhões a R$ 790 bilhões], mas o acidente trouxe o tema da redução de desastres para a agenda da sustentabilidade. O assunto integrou o Zero Draft da RIO+20.

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