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Rio de Janeiro | 21/06/2012 16:23

Companhias fazem voos usando biocombustível na Rio+20

Azul Linhas Aéreas e a KLM realizaram voos usando combustíveis a partir de cana-de-açúcar e óleo de cozinha

Suzana Camargo, do

Divulgação

Avião da KLM

Avião da KLM: voo KL705 partiu de Amsterdam com destino ao Rio de Janeiro utilizando como parte do combustível querosene obtido a partir de óleo de cozinha

Rio de Janeiro - Enquanto Chefes de Estado estão reunidos no RioCentro discutindo que ações devem ser priorizadas para garantir um futuro melhor para o planeta, no céu do Rio de Janeiro duas empresas aéreas mostraram de forma prática que o futuro é agora.

A brasileira Azul Linhas Aéreas fez um voo experimental utilizando biocombustível a base de cana-de-açúcar. A holandesa KLM realizou um voo transcontinental usando biocombustivel a partir de óleo de cozinha.

Esses não são os primeiros testes desse tipo. Em 2010, a também brasileira TAM realizou o primeiro voo da America Latina utilizando biocombustível a partir do óleo de pinhão manso.

Enquanto muitos ambientalistas protestam contra o fraco conteúdo acordado pelas delegações diplomáticas na Rio+20, a sociedade civil e empresas mostram como já estão engajadas na mudança para o desenvolvimento sustentável.

O voo da Azul partiu do aeroporto de Viracopos, em Campinas, com destino ao aeroporto de Santos Dumont, no Rio de Janeiro. Foi utilizada uma mistura de querosene de aviação comum com querosene renovável obtido a partir da fermentação da cana-de-açúcar.

Até hoje, nenhum avião comercial levantou voo usando somente biocombustível. Isso ainda não é possível tecnicamente. Mas os estudos já apontam que o uso do querosene a partir da cana pode reduzir em até 82% a emissão de dióxido de carbono em comparação ao querosene de origem fóssil.

Batizado de Azul+Verde, o projeto de pesquisas que envolve Embraer, GE e Amyris, começou em 2009. “O Brasil conta com uma abundância de terra produtiva, o que faz com que o cultivo da cana-de-açúcar não compita com os demais cultivos, como por exemplo, o de alimentos,” afirma Adalberto Febeliano, diretor de Relações Institucionais da empresa. “Esperamos que seja possível adotar esse combustível em voos comerciais no médio prazo, com uma produção em larga escala, sendo economicamente viável”.

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