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Além de reduzir os impostos sobre a eletricidade, o governo pretende antecipar a renovação de algumas concessões
Rio de Janeiro - O Brasil poderá melhorar sua competitividade externa em plena crise internacional graças à redução do custo da energia - que será anunciado nesta quarta-feira pelo Governo - e à atual desvalorização do real, concordaram especialistas em um seminário realizado hoje no Rio de Janeiro.
A redução do custo de produção no Brasil com energia mais barata e o aumento da competitividade dos produtos brasileiros com o real menos valorizado em relação ao dólar permitirão que o Brasil mantenha suas exportações em uma conjuntura de restrição mundial, de acordo com autoridades, analistas e economistas que participaram do ''Bloomberg Brazilian Economic Summit''.
Os especialistas fizeram referências às medidas que o governo vai anunciar amanhã para fazer frente à crise internacional, destacando as que reduzirão o valor das tarifas de energia no país, consideradas entre as mais elevadas do mundo.
Segundo algumas versões da imprensa, além de reduzir os impostos sobre a eletricidade, o governo pretende antecipar a renovação de algumas concessões em troca do comprometimento das empresas beneficiárias de reduzir suas tarifas.
Para Welber Barral, ex-secretário de Comércio Exterior do país e diretor da Coalizão de Indústrias Brasileiras, o Brasil tem um custo de energia muito caro, especialmente por causa dos impostos, e uma redução da tarifa beneficiará todos os setores, especialmente a indústria.
Segundo o economista-chefe para mercados emergentes do Credit Suisse Brasil, Nilson Teixeira, entre as medidas que o governo anunciará para reduzir o custo dos negócios, a que reduz o preço da energia talvez seja a mais importante e a que mais elevará a competitividade do país no exterior.
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