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Pré-sal: o último leilão de concessões realizado pelo governo foi em 2008
Rio de Janeiro- O setor de petróleo brasileiro brilha menos em relação à época da descoberta do pré-sal, e até o fim do ano toda a área exploratória sob concessão, incluindo o pós-sal, será apenas um terço do que era há quatro anos, segundo projeção do CBIE, com base em dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP).
O último leilão de concessões realizado pelo governo foi em 2008, e desde então empresas de petróleo vêm devolvendo à União blocos sem que nenhuma área nova seja ofertada, o que explica a redução da área concessionada.
"Sem novas áreas (colocadas em leilão), as reservas de petróleo do país vão diminuir no futuro. Sem reservas, não há produção. E sem produção não há royalties. A falta de novas licitações está afastando os investidores", disse à Reuters Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE).
Além disso, segundo Pires, as revisões para baixo nas projeções de longo prazo de produção da Petrobras e OGX, a alta interferência política no setor, com o governo atuando para garantir riquezas ao país desde o advento do pré-sal, e as multas e processos contra Chevron após vazamentos no campo de Frade também estão afugentando os investidores estrangeiros.
Se nenhuma nova licitação for feita até o fim do ano, a área concedida às empresas de petróleo somará 114 mil quilômetros quadrados, apenas 33 por cento dos 341 mil quilômetros quadrados concedidos em 2009, ano seguinte à 10a rodada de licitações, a última realizada, segundo instituto.
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