Propaganda da Nivea é acusada de racismo

A própria empresa admitiu o erro e prometeu não veicular mais a peça

São Paulo – A Nivea foi envolvida num escândalo por conta de uma das suas mais recentes campanhas publicitárias. Muitas pessoas consideraram a peça em questão racista e fãs da cantora Rihanna chegaram a pedir que ela se afastasse da marca – da qual é garota-propaganda.

Na imagem, um homem negro, barbeado e com o cabelo bem cortado, se prepara para arremessar longe uma versão mais “roots” de si mesmo: cabelo afro e barba por fazer. Aconselhando o uso de um produto da marca, a agênia DraftFCB adotou o seguinte texto: “re-civilize yourself”, algo como “recivilize-se”.

Formou-se uma discussão em torno do assunto e internautas chegaram a fazer comentários como “a Nivea afirma que os negros não são civilizados”, enquanto outros diziam que a campanha era “assumidamente racista”.

A ação, entretanto, é composta por outra peça, com um homem branco – também bem afeiçoado, de terno e gravata – segurando uma cabeça barbuda e cabeluda. O texto diz que “Sin City não é uma desculpa para se parecer com o inferno” e revela a real intenção da ação: mostrar que os homens podem se cuidar melhor. Parte das pessoas que comentavam a polêmica dizia exatamente isso.

Para não alongar a discussão, a própria Nivea se manifestou. Pelo Facebook, a marca agradeceu pelo feedback e assumiu que a peça é “inapropriada e ofensiva”. “Nunca foi nossa intenção ofender ninguém, e por isso estamos profundamente arrependidos”. Segundo a empresa, o anúncio não será mais usado.

As informações são do Advertising Age.