Philco relança marca e se distancia da Gradiente

Investimento em marketing de R$ 20 milhões para 2006, que inclui a reformulação da identidade visual e campanhas, deve ser revisto

Passados seis meses de sua aquisição pelo Grupo Gradiente, a Philco relançou nesta terça-feira (4/4) sua marca e anunciou a expansão da linha de produtos, até então restrita a televisores e aparelhos de DVD. Quando foi vendida pela Itautec em outubro de 2005, a fabricante perdeu o logotipo: o olho estilizado, registrado pela empresa do grupo Itaú. De lá pra cá, a companhia carecia de uma identidade visual.

O objetivo de repensar a marca e os produtos é o ponto de partida para o crescimento da receita e do número de consumidores e também para a diferenciação da empresa de seus grandes adversários, entre eles a própria Gradiente – com quem compartilha somente a área industrial.

“A idéia é que a marca Philco não fique mais ligada a uma outra marca, como sempre foi”, diz Dante Iacovone, vice-presidente do Grupo Gradiente. Desde que foi fundada em 1934, a companhia passou por diferentes donos – primeiro, a Ford, depois a Hitachi e, por último, a Itautec – sem nunca ter uma personalidade visual autônoma. “E a perda do olho e das cores da Itautec mostrou a urgência de uma nova marca”, afirma Juliana Amaral, sócia-diretora da Figo Design, agência contratada para reformular a logotipia.

Com a nova marca e slogan – “Pensando bem, Philco” -, criado pela agência de publicidade Lew,Lara, a fabricante de eletroeletrônicos pretende reforçar a campanha publicitária em rádio, TVs abertas e jornais e a divulgação dos 30 novos produtos nos pontos-de-venda. O orçamento de marketing para 2006, previsto em 20 milhões de reais, deverá ser revisto. “Todo mês teremos novidades para comunicar aos lojistas e aos consumidores”, diz Fernando Fischer, gerente-geral da Philco.

A ambição da empresa é grande. “Queremos chegar a 15% de market-share em todos os segmentos”, afirma Fischer. Com a verba e as novas linhas, a intenção é pular, por exemplo, dos atuais 2% de participação de mercado em DVDs para 12% e passar dos atuais 8% para o patamar histórico de 10% no mercado de televisores, estimado em 10,5 milhões de unidades neste ano de Copa do Mundo.