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Praça de alimentação em shopping de São Paulo: pesquisa indica que a alimentação fora do lar chega a movimentar R$ 9 bilhões anualmente
Rio de Janeiro - A facilidade e a praticidade de comer na rua já se tornaram parte da vida de 50% dos brasileiros das classes C e D. As marcas, no entanto, não abriram os olhos para o potencial deste mercado. O Brasil é um dos países da América Latina onde os consumidores menos se alimentam na rua, com um índice de 36%, incluindo todas as classes sociais. No Peru, pelo menos 46% da população come fora e, na Argentina, o índice é de 44%. Ainda assim, por aqui, o setor é representativo: uma estimativa feita pela agência WMcCann indica que alimentação fora do lar chega a movimentar R$ 9 bilhões anualmente.
Os dados são parte da primeira pesquisa do projeto “Truth about street” (ou “A verdade sobre a rua”), da WMcCann, sobre consumo e comportamento dos latino-americanos. As formas que se relacionam com o comércio alimentício foram estudadas em 25 cidades de 18 países da América Latina com 12 mil consumidores. No Brasil, foram 4,5 mil pessoas ouvidas no eixo Rio-São Paulo.
A falta de investimento das empresas no setor reflete diretamente na invisibilidade delas e o conceito de marca é quase inexistente: 20% dos brasileiros não se lembram de nenhuma empresa relacionada a bebidas e 26% não se recordam de nenhuma marca de comida associada à saúde. Mesmo quando lembradas, os índices de reconhecimento são baixos. A Danone com 14%; a Unilever com 4%; a Bimbo com 2,5%, e a Kellogg’s e a Kraft Foods empatadas com 1,5%. Os 12% restantes são de marcas locais. A Nestlé, citada por 37% dos entrevistados, aparece como uma exceção.
“Ver para enxergar”
O quase desaparecimento das empresas também gera confusão e muitos consumidores se atrapalham na hora de separar marcas e categorias de produtos. Um das causas do conflito se deve à inexistência de exposição de itens ou ações nos pontos de venda. A invisibilidade é a primeira “verdade” em um ranking de 10 definições feitas pelo estudo do que o consumidor espera do comércio de rua e, por consequência, o que as marcas poderiam fazer para melhor ser relacionar com ele.
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