Aguarde...
Canal infantil Cartoon Network lança apostila contra bullying
"Que Se Dane" F/Nazca usa ironia para promover SOS Mata Atlântica
Chiclete Trident lança nova campanha exclusiva para o Nordeste
ImagemBrasileiro protesta doando roupas da Abercrombie a mendigos
Simples Dim&Canzian usa editor de textos para simular enchente
InovaçãoIdeia de WiFi em árvores centenárias vence Leão Verde Social
ExperiênciasHalls cria agência de empregos com vagas fora do comum
Pela felicidade Clarice Falcão canta em campanha do Pão de Açúcar
Produtos masculinos Neymar corre de admirador em campanha da Lupo
Consumo As 13 marcas mais escolhidas por consumidores no mundo
A forma de relacionamento entre Ronaldinho, o Flamengo e a Traffic é considerado um aprendizado
São Paulo - Além dos problemas com Ronaldinho Gaúcho, o Flamengo deve enfrentar também uma ação judicial movida pela empresa de marketing esportivo Traffic. O vice-presidente da empresa, Stefano Hawilla, filho de J. Hawilla, afirmou que também pode entrar na Justiça contra o Flamengo, para cobrar do clube uma dívida que pode chegar a 6 milhões de reais. O valor é referente, segundo a empresa, ao pagamento de 75% dos salários de R10, durante seis meses. Ronaldinho cobra cerca de 40 milhões do clube.
“De boa fé, nós ajudamos a pagar os salários do Ronaldinho por seis meses, porque acreditávamos que o memorando de intenções que tínhamos com o Flamengo viraria um contrato. Mas o clube nunca assinou esse contrato e nós não tivemos nenhum benefício. Não fizemos os contratos de imagem que esperávamos com o jogador”, disse Stefano. “Por enquanto não existe litígio na Justiça entre nós e o Flamengo. Temos um bom relacionamento com o clube. Estamos cobrando, tentando entrar em entendimento. Enviamos algumas cartas ao clube para o departamento jurídico deles e estamos esperando a resposta”.
O empresário se diz tranquilo quanto a uma possível ação regressiva do Fla, para tentar responsabilizar a Traffic pela dívida que Ronaldinho cobra do clube. “Pelo que soube o jogador cobra na Justiça uma dívida de trabalho a respeito de atrasos de salário. Não sei se tem algo mais, depósito de FGTS. Mas ele nunca foi nosso empregado e não éramos responsáveis pelo pagamento de salários e FGTS dele. Estamos totalmente isentos dessa responsabilidade, que é do empregador”.
A forma de relacionamento entre Ronaldinho, o Flamengo e a Traffic é considerado um aprendizado. “Esse formato de trazer nomes famosos e colocar em clubes para explorar a imagem é muito complicado e está descartado aqui na empresa. Depois do Ronaldinho vimos que isso não é possível no Brasil. Nós fazemos um acordo com o clube, mas depois esse acordo não pode ser cumprido porque facções de diretoria questionam o negócio e o impedem de ser concretizado. Todo clube brasileiro tem facções, e eu não posso ficar a mercê delas. Não posso pagar salário de jogador na boa fé e depois ficar no prejuízo”, disse o empresário.
Procurado para responder sobre a possível cobrança dos seis primeiros meses de salário de R10 por parte da Traffic, o vice-presidente jurídico do Fla, Rafael De Piro, não foi encontrado. O clube divulgou uma nota sobre o rompimento com Ronaldinho.
Copyright © Editora Abril - Todos os direitos reservados