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Estratégia | 27/01/2012 10:32

Tigre quer se aproximar de arquitetos e encanadores

Empresa busca criar relevância entre esses profissionais investindo para se diferenciar e conquistar a confiança dos consumidores

Cláudio Martins, do
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Divulgação

Fábrica de tubos e conexões da Tigre

Empresa enfrenta um grande desafio para se afastar da comoditazação de seus produtos e se diferenciar dos concorrentes

Rio de Janeiro - Como obter sucesso e se tornar sinônimo de sua categoria com produtos que ficam dentro de paredes, longe da visão dos consumidores? Esse é o desafio que a Tigre tem encarado desde 1960, buscando inovar tanto na comunicação como no portfólio de produtos. A empresa se destaca por ser a primeira a introduzir tubulações de PVC no Brasil e também por ser uma das poucas companhias do setor de construção que soube distanciar o seu produto da comoditização.

Um dos pontos mais importantes na estratégia da Tigre é valorizar os revendedores e arquitetos, encanadores e pedreiros, considerados elementos chave de seu planejamento. Desde 1967, a companhia investe na capacitação destes profissionais, e em 2001 foi lançado o projeto Universidade Tigre, que já atendeu mais de 60 mil pessoas. Apesar do foco nos profissionais, que na maioria das vezes indicam a marca e os produtos a serem utilizados para o cliente, os demais consumidores também não ficam de fora das ações realizadas pela empresa.

Em 2011, buscando se aproximar do público feminino, a Tigre lançou um curso de hidráulica para as mulheres. O conteúdo foi formatado para oferecer às consumidoras informações sobre reparos para serem feitos no dia a dia, como torneiras e chuveiros que pingam constantemente ou pias entupidas. Outra forma de se relacionar com os outros públicos foi o curso para síndicos e zeladores de prédios, com o propósito de informar os profissionais sobre como lidar com vazamentos de registros e caixas d’água e outros problemas que possam afetar a estrutura dos edifícios.

Da fabricação de pentes ao processo de internacionalização

A Tigre nasceu em 1941, quando o empresário João Hansen Júnior comprou uma pequena fábrica de pentes à base de chifre de boi, em Joinville, no estado de Santa Catarina. Na década seguinte, a jovem empresa encarou o seu primeiro desafio: introduzir canos de PVC no Brasil. Até então, na construção civil, o material utilizado nos encanamentos era o ferro, que enferrujava com frequência. Era preciso vencer a desconfiança dos consumidores em relação ao plástico, considerado frágil para o fim que era proposto.

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