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Estratégias | 14/06/2012 12:32

Sony amplia pesquisas e reposiciona a marca

Nos últimos dois anos, companhia quadruplicou ações e analistas chegaram a visitar e dormir nas casas dos consumidores para entender seus comportamentos

Leticia Muniz, do

Sony

Sony Tablet

Diálogo direto é uma estratégia para alcançar o target com maior eficiência e criar produtos que atendam as suas demandas

Rio de Janeiro - Há dois anos, a Sony Brasil ampliou em quatro vezes seus investimentos em pesquisas, que auxiliaram no reposicionamento e rejuvenescimento da marca, além da democratização dos produtos. Cada dia mais, a companhia entende que a receita para o sucesso em vendas de produtos está no conhecimento profundo sobre o consumidor. As análises desenvolvidas são amplas e incluem desde simples questionários de múltipla escolha até vivência direta com eles.

Ao longo do ano passado, a Sony investiu no convívio com o target chegando, ao todo, a mais de 100 residências visitadas e, em algumas delas, os analistas chegaram a dormir. O trabalho teve o objetivo de se aproximar do comportamento das pessoas e seus hábitos, tanto relacionados ao estilo de vida quanto à interação com as diferentes marcas.

“A Sony sempre investiu intensamente em pesquisas, mas esse foi um estudo muito interessante, porque pudemos analisar como os consumidores se comportam durante o dia e assim que acordam. Observamos com quais produtos interagem logo pela manhã e quais as principais marcas que utilizam”, explica Carlos Paschoal, gerente geral de marketing e inovação da Sony Brasil.

Foco na classe C

As análises mais profundas foram intensificadas, sobretudo, com o objetivo de compreender a percepção do posicionamento da marca no mercado. Ao visitar residências de consumidores, o foco da Sony era a classe C, para ampliar a penetração da marca neste segmento, aproveitando a expansão do potencial de compra deste grupo.

As pesquisas mostraram que a chamada nova classe média é mais ligada à família e às relações sociais. Segundo o estudo, 44% das mulheres cuidam de filhos de vizinhos pelo menos uma vez por mês, enquanto nas classes A e B esse índice soma apenas 3%. Outro ponto mostrado foi que os produtos são compartilhados entre os núcleos familiares e os círculos de amizade.

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