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Loja da Sephora: marca nega que tenha incitado blogueiras de moda em publicidade velado
São Paulo - A varejista de cosméticos Sephora negou qualquer tentativa de induzir a publicação de resenhas favoráveis de seus produtos em blogs de moda, beleza e consumo. Em comunicado enviado à imprensa nesta quarta-feira, a empresa tentou suavizar a situação desconfortável em que foi inserida desde que o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) decidiu investigar blogueiras de moda por terem feito publicidade velada para a Sephora durante o mês de julho.
"De maneira alguma a Sephora tenta influenciar no conteúdo de qualquer resenha que seja publicada na internet ou em qualquer outro meio", disse a empresa, sem afirmar, de maneira direta, se houve ou não o pagamento de publicidade para as blogueiras investigadas pelo Conar. A Sephora disse ainda que, independentemente da compra de espaços publicitários, a empresa sempre convida blogueiras a expressar opiniões sobre seus produtos.
O caso ganhou evidência depois que as blogueiras Thássia Naves, Lalá Rudge e Mariah Bernardes fizeram posts idênticos sobre uma linha de maquiagem da YSL, representada no Brasil pela Sephora. Segundo o Conar, a investigação determinará se houve publicidade velada dos produtos da marca - ou seja, se as blogueiras receberam algum tipo de benefício ou remuneração para falarem bem dos produtos por meio de seus blogs e da rede social Instagram.
Segundo o Código de Defesa do Consumidor, todo e qualquer tipo de publicidade deve ser explicitada pelo veículo como tal. "Blogs não podem tentar disfarçar ou fazer com que o consumidor não perceba que se trata de propaganda comercial", afirmou o Conar por meio de sua assessoria de imprensa.
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