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Seleção proposta por Mano Menezes coloca na vitrine jogadores que nunca fecharam acordos de patrocínio exclusivo
São Paulo - Escalado ontem pelo novo técnico da Seleção Brasileira Mano Menezes, o time de jogadores que disputará o amistoso contra os Estados Unidos no dia 10 de agosto revela que nem só de Nike e Adidas vive o futebol. Alguns dos jogadores convocados são patrocinados por marcas pouco conhecidas até então no cenário esportivo brasileiro.
Pouco vista por aqui, a marca italiana Slam patrocina atualmente o time espanhol Racing Santander, do qual o zagueiro Henrique faz parte. O jogador é patrocinado pela Nike. A brasileira Champs, que hoje também patrocina times como o Bragantino (Brasil) e o Ibiza (Espanha), fornece material esportivo para o goleiro Renan. No ano passado, a Champs teve o contrato rescindido pelo Vasco, time que patrocinava na época, por querer andar mais do que as pernas permitem. Cansado de esperar pelo pagamento das parcelas do acordo assinado, além de ter problemas com o atraso na entrega de uniformes, o Vasco notificou judicialmente a marca.
A Topper é outra que aparece no time de Mano. Apesar de ser bastante conhecida no mercado nacional, a marca não emplacava jogadores patrocinados nas escalações da seleção há alguns anos. Há ainda a Puma, que patrocina atualmente o Grêmio, time de Victor, escalado para o jogo de agosto. Mas a briga maior fica entre Adidas e Nike.
A alemã e a americana continuam dominantes no futebol. A Nike é representada por 17 jogadores, sendo que Rafael (Manchester United), Jucilei (Corinthians) e Daniel Alves (Barcelona), pertencem também a times patrocinados pela americana. A Adidas emplaca sua marca nas chuteiras de três jogadores: Ederson (Lyon), Hernanes (São Paulo) e Sandro (Internacional). Os três jogadores vêm de times também patrocinados pela companhia ou pela Reebok, pertencente à mesma rede.
Quando se fala no patrocínio de jogadores, portanto - em que o atleta usa as chuteiras e o restante do material esportivo da marca, com exceção da camisa, - Nike sai na frente. A situação inverte-se se o ângulo for o patrocínio aos times aos quais os jogadores convocados pertencem. Nesse caso, Adidas fica com a maioria, com dez times - sendo dois da Reebok -, contra três patrocinados pela Nike.
A renovação de equipe proposta pela CBF e por Mano Menezes abre também espaço para jogadores que estavam até então distantes da oportunidade de assinar contratos publicitários exclusivos - e milionários - com marcas de renome mundial. Dos convocados, Jeferson, do Botafogo, é o único que está na vitrine. Ainda não é patrocinado por nenhuma marca.
*Atualizada às 12h21min do dia 28 de julho.
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valdemar dos santos miranda
Materia interessante e inteligente. Parabens ao jornalista pelo trabalho. Se ve pesquisa de economia...
29.07.2010 | Ler comentário completo |