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São Paulo - Bons ventos sopram a favor do futuro rentável da publicidade. Exato um ano depois do ápice da crise econômica, que derrubou o investimento dos principais anunciantes em mídia e, com isso, a receita e o lucro das grandes redes globais de comunicação, os balanços financeiros e previsões para os próximos anos passam a ser cada vez mais animadores.
No início da última semana, a ZenithOptimedia apresentou a revisão trimestral de seu relatório que analisa o investimento global em publicidade, atualizando de forma positiva o índice de crescimento desse valor. Se em abril o documento indicava aumento de 2.2% no montante mundial direcionado à comunicação publicitária em relação aos US$ 432,2 bilhões de 2009 valor que despencou 10.3% sobre 2008 , agora o otimismo e os resultados consolidados do primeiro semestre o elevou a 3,5%, o que significaria US$ 447,5 bi. A antevisão vai ao encontro dos relatórios da Magna Global, pertencente ao Interpublic; e da GroupM, do WPP, apresentados nos últimos 30 dias e que indicam, respectivamente, 3,4% e 3,5% de provável crescimento até o fim do ano.
Confirmando-se as antecipações e sem maiores resquícios da recessão econômica, o investimento global em publicidade voltará a bater seu recorde em 2012, superando os US$ 482,1 bi de 2008 ao chegar aos US$ 492,6 bi. O memorando da ZenithOptimedia também indica que, divididos por regiões, todos os mercados voltarão a crescer. A maior alta está entre América Latina e Centro/Leste europeu, ambos em 7%. África/Oriente Médio sobem 6,9% e Ásia (Pacífico) 5,8%. América do Norte, que deve representar US$ 158,5 bi da fatia em 2010 e a Europa Ocidental (US$ 102 bi), aumentarão, respectivamente, 1,3% e 2,2% sua receita.
Entre os grandes grupos, o primeiro a divulgar seu balanço financeiro relativo ao segundo trimestre foi o Omnicom, controlador de redes como DDB, BBDO e TBWA. No documento, a empresa apresenta um aumento de 5,9% em receita, comparando com os meses de abril, maio e junho de 2009. Estendendo a comparação ao primeiro semestre dos dois anos, o crescimento já é de 6,1%. O lucro líquido também tem mudança positiva: 4,2% no trimestre e 2,2% no semestre. Sobre os resultados, o ceo do Omnicom, John Wren, analisou publicamente que "com a melhora na economia, acreditamos que o pior impacto da recessão ficou para trás. Embora nem todos os nossos clientes já tenham concluído seus orçamentos de 2010, prevemos que muitos deles devem, mesmo que modestamente, aumentar seus investimentos no segundo semestre".
Os resultados do primeiro semestre do Publicis Groupe, que envolvem empresas como Publicis, Leo Burnett, BBH e Saatchi&Saatchi, serão divulgados apenas no dia 29 de julho. Mas o primeiro trimestre deste ano apresentou números positivos. Maurice Lévy, chairman e ceo do Publicis Groupe, disse no relatório do período que os números excederam até as previsões mais otimistas. "Ter um crescimento maior que 8% e um crescimento orgânico que passa os 3% é verdadeiramente satisfatório. As atividades na área digital cresceram mais de 15% e hoje representam 27% da nossa receita", cita. Em 2009, no mesmo período, a área digital representava 20,1% da receita do Publicis Groupe. No primeiro trimestre deste ano, o Publicis Groupe obteve uma receita de 1,162 milhão. Para Lévy, alguns fatores ajudaram neste resultado, entre eles uma recuperação que aconteceu notadamente nos Estados Unidos e nas economias emergentes. "Com a expansão das operações em países com rápido desenvolvimento como China, Índia e Brasil", apontou.
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