São Paulo - “Vivemos a era da participação e da sociedade criativa. Para as empresas, isso significa estar mais próximas de seus clientes, trabalhando de maneira unida com eles, pois os consumidores ajudarão as corporações a criarem seus novos produtos e iniciativas de marketing. É o conceito da “co-criação”, afirmou Philip Kotler,  professor emérito  da cátedra S. C. Johnson de marketing internacional na Kellogg School of Management, considerado um dos 'pais' do marketing moderno, durante o segundo dia do HSM Expomanagement 2010.

Segundo Kotler, ter uma plataforma de “co-criação” auxilia no melhor desenvolvimento da mensagem publicitária já que, conforme o professor, no processo tradicional de criação as idéias podem “emperrar” nas agências. “Dividir e conhecer as sugestões e idéias do público permite mais opções de insights relevantes para a empresa”, acrescentou Kotler.

De acordo com o especialista, para ser um grande “marqueteiro”, o profissional da área necessita utilizar os dois lados do cérebro, isto é, unir a criatividade e a ciência no desenvolvimento de uma estratégia de marketing . “Atualmente o mercado está treinando estes executivos a pensarem como homens de negócios. Contudo, se um deles tiver uma idéia selvagem, mais maluca, automaticamente domará a sua mente impedindo que embarque em riscos mais profundos”, explicou Kotler.

O professor, autor da obra “Marketing 3.0", fez durante sua palestra um breve resumo do modelo que consiste em ouvir os clientes, satisfazer as suas necessidades, criar as suas aspirações e, ao mesmo tempo, ajudar o planeta. “A missão do marketing 3.0 nas empresas consiste em estabelecer um elo com o cliente, promover a sustentabilidade no planeta e melhorar a vida dos pobres. Se você criar um caso de amor com os seus clientes, eles próprios farão a sua publicidade”, destacou o especialista.

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