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Paris - Há décadas, eles não podem faltar aos pés das árvores de Natal. Brinquedos que passam por várias gerações como Lego, Playmobil ou Barbie trazem um pouco de nostalgia a pais e avós, mas se adaptam ao gosto das crianças, na atualidade.
"São produtos a partir dos quais a troca entre adultos e crianças flui mais facilmente, podendo compartilhar experiências juntos, porque viveram a mesma situação", considera Franck Mathais, porta-voz do grupo de revistas 'La Grande Récré', a recreação plena, numa tradução livre.
"Fazem-nos lembrar as imagens da infância", destaca ele, tratando-se de "uma escolha segura, na hora de escolher um presente surpresa; é mais fácil não se enganar.
"Para os avós, é uma felicidade ter um referencial desse tipo", comenta Stéphane Knapp, diretor de marketing da Lego. É "fácil para um avô sentar-se diante de uma caixa de blocos e ajudar o neto a construir, por exemplo, um pequeno quartel do corpo de bombeiros - ele passa a reviver momentos passados com o próprio filho".
A série 'Creator' da Lego é também concebida para ser comprada por avós, tios e tias, com uma embalagem amarela, lembrando à antiga, o que se torna tranquilizador.
Os brinquedos que existem há gerações "continuam a agradar porque são relativamente simples, bem fundamentados na sociedade, com as empresas da marca continuando a trabalhar suas séries, suas coleções e a se comunicar", principalmente através da publicidade na televisão, explica Dominique Jullien, diretor de marketing da Toys'R'Us.
"São jogos relativamente simples, mas que deixam lugar ao imaginário da criança, de uma forma ampla", acrescenta. E, apesar de numerosas tentativas de cópias, "as mães preferem o original".
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