São Paulo - Luke Bemis, estrategista sênior da agência norte-americana gyro, resolveu relacionar a trajetória de Walter White, personagem principal da série vencedora do Emmy 2013, Breaking Bad, com a das marcas bem sucedidas.

Em artigo publicado na Forbes, Bemis relata que, após ser confrontado por um amigo que lhe perguntou os motivos que faziam o seriado criado por Vince Gilligan tão bom, começou a refletir que tudo se tratava da construção de um personagem.

Em Breaking Bad, um professor de química é diagnosticado com câncer no pulmão e, por causa do prognóstico fatídico, resolve fabricar metanfetamina a fim de deixar uma herança pomposa para a família. Surpreendentemente, - E AQUI HÁ UMA PITADA DE SPOILERS, OK? - Walter White obtém êxito e “sua marca” fica conhecida nos Estados Unidos e em parte da Europa.

O estrategista enumera três princípios inspirados no personagem interpretado pelo ator Bryan Cranston que podem guiar aqueles que buscam receitas de sucesso no mundo das marcas.

Princípio 1: Tenha uma visão

Não importa o tamanho de seu negócio, tenha confiança no que você faz e no futuro de sua companhia. Veja o exemplo do Netflix, que sempre se tratou como uma empresa de vídeos via streaming antes mesmo da tecnologia se consolidar.

Princípio 2: Pontos fortes e extensão de negócios

Desenvolva um produto que foque em seus pontos fortes e, após estabelecê-lo num local, estenda seu mercado. O Google, por exemplo, comprou Motorola para ampliar sua posição de marca relacionada à entrega de informações em dispositivos físicos.

Princípio 3: Equipe seus vendedores

Para Bemis, se a sua equipe de vendas não está armada para ter conversas que se alinham à sua estratégia de marca, seus esforços serão paralisados.

Finalizando o artigo, o estrategista ressalta que todos os princípios acima moveram Walter White. Ele teve uma visão de futuro, focou em seus pontos fortes (afinal, entendia de química) e conseguia impor sua visão de produto sobre seus parceiros de negócio, mesmo quando era questionado pelo alto preço que pedia para cobrarem do consumidor final. Ele tinha o aval de sua própria competência para fazê-lo, afinal, a qualidade de sua metanfetamina era maior que as que estavam no mercado.

Apesar de tratar de um assunto delicado (tráfico de drogas), Breaking Bad, conforme analisa Bemis, pode trazer reflexões interessantes para o mundo das marcas.

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