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A escolha pelas localidades, principalmente pelo Nordeste, se deve ao crescimento econômico da região brasileira
Rio de Janeiro - Com a disputa pelo espaço cada vez maior nos mercados do Sul e Sudeste, não é de hoje que as empresas redirecionam o olhar para outras regiões buscando um crescimento contínuo no Brasil. Aliado a isso está a expansão do potencial de consumo de regiões que antes eram negligenciadas pelas companhias, caso do Norte e do Nordeste. Marcas como Estrela, Vivo, Claro, Nestlé, Trident e Bauducco entenderam a importância de compreender a fundo estes consumidores para faturar ainda mais alto, tendo como desafio se inserir no contexto cultural das regiões.
A escolha pelas localidades, principalmente pelo Nordeste, se deve ao crescimento econômico da região brasileira. Na Bahia, a capital Salvador ocupa a quinta posição do ranking nacional do Índice de Potencial de Consumo 2011, o IPC Maps. A cidade é o município nordestino com a mais alta colocação e um potencial de consumo em torno de R$ 38 bilhões, ficando atrás apenas das três grandes capitais do Sudeste – São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte – e das cidades de Brasília e Curitiba.
A Nescafé, da Nestlé, foi uma das primeiras a apostar em ações de marketing para os consumidores nordestinos. Já em 2006, a companhia suíça começou a desenhar um planejamento para a região, que naquele ano respondeu por 30% da demanda nacional, segundo dados da empresa, e cresceu 10% entre janeiro e setembro. O resultado também superou a média de crescimento nacional da Nestlé em 2006, que durante o ano chegou a 5% e motivou o investimento de R$ 100 milhões para a construção de um centro de distribuição em Feira de Santana, na Bahia.
Ampliando a distribuição local
Uma estratégia semelhante foi a adotada pela Estrela, que em novembro de 2011 construiu sua primeira fábrica no Nordeste, no município de Ribeirópolis, em Sergipe, que atenderá exclusivamente a região, além do Norte. A unidade custou R$ 8 milhões e tem um mix de 20 a 25 produtos voltados apenas para os consumidores locais com capacidade para fabricar 3,5 mil itens por dia.
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