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Estratégia | 11/08/2010 14:50

Música, cheiro e tecnologia para aumentar vendas

Marcas como Osklen, Via Mia, Essencial e Reserva investem em ações de music branding e marketing olfativo para promover experiências

Rayane Marcolino, do
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Parte interna da loja Via Mia

Via Mia: para a coleção passada, a agência mixou sons de caixinhas de música que viraram vinheta nas unidades da rede

Rio de Janeiro - Ter bons produtos na vitrine não é mais suficiente para alavancar vendas e trazer a identificação do público. Cada vez mais, grifes apostam em ações de marketing que exploram os sentidos dos consumidores em seus pontos-de-venda e que podem se estender, levando para as casas dos consumidores a experiência da marca. Novidades para atrair a visão e outras que aguçam o olfato e a audição dos consumidores são essenciais nesse processo. Para isso, marcas como Osklen, Essencial, Via Mia e Reserva investem milhares de reais em iniciativas de music branding, marketing olfativo, manequins personalizados e até softwares com ações inusitadas.

Cada passo nesse sentido é parte de uma grande estratégia de marketing realizada, não só para atrair compradores, mas também como parte indissolúvel da história que a coleção de roupas que está nas araras carrega. É o caso da trilha sonora das lojas, que costuma ser desenvolvida a cada estação. A Osklen, pioneira em iniciativas desse tipo, começou a se destacar no mercado em meados dos anos 1990 com seu estilo carioca e investiu também em música como forte elemento em sua identidade.

"Temos exemplos simples como o 'Plim Plim' da Globo e a vinheta da Intel para provar o quanto a percepção do som é importante na criação e no reforço da identidade das marcas", explica Pedro Guerra, sócio da Gomus, que desenvolve trabalhos para a Osklen. Para o desenvolvimento de um serviço como esse é necessário um briefing detalhado sobre a marca e as intenções do cliente, uma análise do PDV, sua arquitetura e design. "Precisamos analisar isso tudo para que a música trabalhe de forma integrada com a loja", explica o profissional em entrevista. Analisar o dia a dia da loja também é essencial. "Dias de mais movimento como em liquidações pedem músicas mais animadas", afirma o profissional que desenvolve ainda trilhas para marcas como Aüslander e O Estúdio.

Mais que música ambiente

Outra empresa que trabalha criando trilhas sonoras para marcas é a Rádio Ibiza. Com mais de 500 clientes em diversos segmentos, somando 3.500 pontos, a empresa tem como objetivo desenvolver programação musical exclusiva de acordo com o posicionamento estratégico do cliente e um estudo prévio do público-alvo da marca. "A música ajuda a vender o conceito da marca e manter uma conexão emocional com o consumidor", diz Pedro Salomão, Diretor Executivo da Rádio Ibiza. 

Além da trilha do dia a dia, a Rádio Ibiza também fica atenta a ações especiais que possam ser realizada nos pontos-de-venda, como a "hora do jazz", que aconteceu nas lojas Essencial Mary Zaide. A empresa identificou o público da marca como homens viajados e cultos e notou que o jazz era um ritmo que atraía esse consumidor, embora ele não caracterizasse o ambiente da loja. Por isso, um horário especial diário foi reservado ao ritmo nos pontos-de-venda. "O jazz foi colocado propositalmente no fim do dia, pois não é agitado e combina com esse horário", explica Salomão.

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