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São Paulo - Marcas confiáveis são aquelas que conseguem inspirar comportamentos, criar histórias e construir relações pessoais fortes com as pessoas, acredita Rohit Bhargava, vice-presidente sênior de estratégia e marketing da Ogilvy. O estrategista deu a isso o nome de Likeonomics.
Em seu livro Likeonomics: The Unexpected Truth Behind Earning Trust, Influencing Behavior, and Inspiring Action (Likeonomics: A Inesperada Verdade Sobre Ganhar Confiança, Influenciar Comportamento e Inspirar Ações, em uma tradução livre), Bhargava explica como funciona a economia baseada em afinidades.
Por ela, as pessoas, ideias e marcas mais suscetíveis à aprovação de consumidores - a um "Like", na linguagem do Facebook - são as que geram mais credibilidade, demanda por seus produtos e inspiração nas pessoas.
Ser "likeable" - algo como "curtível, em uma bizarra tradução -, porém, não é a mesma coisa que ser bom. Para exemplificar seu ponto de vista, Bhargava fala sobre Steve Jobs:
"Apesar de sua conhecida arrogância e seu egocentrismo, Jobs tinha um talento que as pessoas amavam: o de dizer a verdade. Ser "brutalmente verdadeiro", emocional e simples está entre as bases da Likeonomics.
Conheça os cinco princípios que sustentam a "likeabilidade" das marcas
1 Verdade
"Não há qualidade mais importante do que ser verdadeiro", escreve Bhargava.
O autor usa como exemplo o caso de Oprah Winfrey, uma das mais famosas apresentadoras de talk show dos Estados Unidos.
O "Efeito Oprah" não existiria se Oprah e sua reputação não existissem. Suas histórias pessoais sobre o combate ao abuso infantil aproximaram-na do público e deram a ela a imagem de uma amiga, e não o reflexo de uma celebridade.
2 Relevância
Coloque-se no lugar de seus consumidores e saiba o que é importante para eles. Estar à frente no mundo social requer mais do que uma estratégia de criação de conteúdo. Você deve ter uma importância para seus fãs para estar na vida deles.
3 Altruísmo
"Se há algo difícil de se fazer consistentemente, é se comportar de forma generosa", diz Bhargava, "mas vale a pena, e é necessário em nossa nova economia global".
Em 2010, a campanha "Ideas for Good", da Toyota, desafiou o público a pensar novas formas de usar a tecnologia da montadora para beneficiar a humanidade. Cinco delas foram colocadas em prática pela Carnegie Mellon University.
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