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São Paulo - As recentes declarações de Joseph Crump, VP sênior de estratégia e planejamento da Razorfish, sobre a prática brasileira da bonificação por volume - BV - geraram uma reação das agências Publicis Brasil, F/Nazca S&S e Leo Burnett, pertencentes ao grupo francês Publicis, do qual a Razorfish também faz parte.
Em comunicado emitido nesta sexta-feira, Publicis Brasil, F/Nazca S&S e Leo Burnett colocam-se a favor do BV.
Diz o comunicado: "As declarações do Sr. Joseph Crump, VP Sênior de Estratégia e Planejamento da Razorfish, à imprensa a respeito do mercado brasileiro de propaganda e da prática de bonificação de volume (BV), prevista na Lei 12.232 de 29/4/2010, vão contra o princípio básico das agências F/Nazca S&S, Leo Burnett e Publicis Brasil, que sempre foi o de respeitar as leis e as regras dos mercados locais onde atuam. Essas agências, que ajudaram a construir o modelo brasileiro de propaganda, não só acreditam como o apoiam e o defendem como o melhor para o mercado. Assim sendo, aproveitamos para reiterar o nosso total apoio ao CENP, à ABAP, à ABA, ao CONAR e a todas as instituições que fizeram a propaganda brasileira ser o que é."
A bonificação por volume ou BV publicitário é um recurso pelo qual os veículos de comunicação repassam um bônus às agências de publicidade de acordo com a quantidade de investimento envolvido nas campanhas. Na última terça-feira (18), na ocasião do anúncio da chegada da Razorfish ao Brasil, Joseph Crump se colocou contrário à prática, afirmando que o BV é grande responsável pela demora no crescimento da fatia de participação da internet no mercado publicitário brasileiro:
"Embora seja uma prática legal e uma atividade peculiar no mercado brasileiro, a Razorfish não atuará neste sistema de remuneração. Nosso objetivo é ser transparente com os nossos clientes, comprovando o retorno de cada centavo investido por eles. Não cremos que esse tipo de modelo traga retorno para o anunciante", disse Crump.
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