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Reinier Evers: "Uma pessoa precisa ser curiosa para buscar tendências"
São Paulo - Para saber identificar tendências, uma pessoa precisa, antes de tudo, ser curiosa, diz Reinier Evers. Expert em trends e fascinado pelo mundo dos negócios online que a internet possibilitou, o holandês é fundador da empresa de pesquisa de tendências de consumo Trendwatching, nascida em Amsterdam, mas hoje com sede em Londres e personificada em trend hunters espalhados por mais de 120 países.
Na companhia de Henry Mason, chefe de pesquisa & análise do Trendwatching, Reinier conversou com EXAME.com sobre a tarefa de buscar ideias promissoras pelo mundo e os países que estão na roda na hora de contribuir com inovações. Leia a entrevista.
EXAME.com – O que uma pessoa precisa para saber identificar tendências?
Reinier Evers - Ter curiosidade é importante. Claro que se torna mais fácil se você tem tempo e a habilidade de perceber que talvez o que acontece em um supermercado brasileiro pode estar acontecendo ao mesmo tempo em uma fábrica alemã. Quando se está focado em apenas um lugar e uma atividade, é mais difícil. Há também um perigo quando você está sozinho buscando tendências, que é o de se tomar como base para tudo. Você precisa ficar fora dessa análise, e pensar nas necessidades e gostos de vários tipos de pessoas.
EXAME.com - O Trendwatching.com está agora com conteúdo traduzido para português. Por que você achou importante se aproximar do Brasil?
Evers – É nas economias que estão indo bem que encontramos um interesse maior em tendências. Vemos isso no Brasil, na Turquia, na China e na Índia, por exemplo. O Brasil é um mercado imenso, com um sentimento muito positivo. Não apenas é uma economia jovem, como também uma sociedade jovem. Para nós, seria um desperdício de mercado se não estivéssemos presentes aqui. O que sentimos vindo da Europa hoje é muito negativo. Eu diria que Nova York, Cingapura e São Paulo são três lugares onde queremos estar.
EXAME.com - De que partes do mundo estão vindo as principais tendências hoje?
Evers – Por muito tempo, esperávamos que inovações em marketing e tecnologia, por exemplo, viessem da Europa e da América do Norte. Hoje, porém, vemos os novos mercados também contribuindo, e não apenas copiando. Faz sentido que tendências venham de sociedades de consumo estabelecidas. E é por isso que os Estados Unidos ainda trazem grandes novidades. Mas estamos vendo cada vez mais inovações e tendências vindas da China, da Índia...
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