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Rio de Janeiro - Buscando visibilidade em uma das maiores festas brasileiras, marcas de bens de consumo apostam no Carnaval e no patrocínio a agremiações, que passam a falar sobre a categoria no samba enredo. Este ano, o tema da Porto da Pedra será a história do iogurte, devido à parceria com a Danone.
Já no ano passado, a Vila Isabel falou sobre cabelos e foi patrocinada pela Pantene. Assim, a ocasião é uma maneira de se aproximar do consumidor, mas o desafio para as empresas é conseguir propagar as parcerias realizando ações que vão além da avenida. As escolas de samba, por sua vez, precisam contornar críticas em suas comunidades, por abrir mão do enredo autoral.
Ativações de marcas em eventos de grande porte são sempre um atrativo para as empresas. No Carnaval, as companhias têm uma grande chance de aumentar sua visibilidade com ações no Sambódromo. O desafio é alcançar a associação com a marca sem desrespeitar as regras de product placing. A Liesa – Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro, proíbe que apareça qualquer nome ou logo de marca, devido aos regulamentos de exibição da Rede Globo.
“As marcas têm uma vantagem enorme com o patrocínio a escolas de samba, porque têm a possibilidade de serem cantadas e vistas, com um dinheiro muito pequeno comparado ao que ela gastaria com publicidade em veículos de massa. O preço médio para um patrocínio a uma escola de samba é de R$ 1 milhão, então o custo benefício é excelente”, afirma Marcos Cortez Campomar, especialista de marketing da USP e da FIA.
“Este tipo de ação não tem nada a ver com vender mais produtos, o importante é ser lembrada pelos outros. Compete à empresa realizar uma forma de identificação, veicular o patrocínio e criar uma conexão sem ser visível durante o desfile, como por meio de brindes, faixas e outras ações”.
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