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Segundo o Data Popular, quanto menor a renda, maior a tolerância com os pedidos das crianças
São Paulo - Ao contrário das crianças da elite, as crianças da Nova Classe Média tem um poder de negociação maior perante seus pais, segundo uma pesquisa do Data Popular.
Segundo o estudo, 51% dos pais da classe C sentem dificuldades no momento em que precisam dizer "não" aos seus filhos. Nas classes DE, a porcentagem aumenta ainda mais, para 61%. Os números contrastam com a taxa alcançada quando as classes AB é a analisada, de 44%.
De acordo com o instituto, crianças e adolescentes da base da pirâmide aprenderam a negociar a compra de produtos com os pais e, no lugar de brigar, argumentam usando seu desempenho nos estudos e o auxílio nos afazeres domésticos como moeda de troca.
Argumentos sobre durabilidade, preço e qualidade dos produtos aparecem no repertório de persuasão utilizados por crianças e adolescentes das classes CDE.
Para todos os efeitos, a palavra final é sempre a da mãe, diz o Data Popular, mas quando este filho demonstra dedicação nos estudos e ainda contribui para a manutenção do lar, a mulher da nova classe média não pensa duas vezes ao se submeter aos pedidos da criança, que influencia fortemente nas compras domésticas.
No universo popular, ter um filho formado é a maior realização do sonho de “dar o que não tive” e portanto a argumentação de ir bem nos estudos funciona mais que com os pais da elite.
Para as classes CDE, a educação é o meio mais seguro para ‘subir na vida’ e ‘ser alguém’. E como acreditam no potencial de seus filhos, as crianças se tornam prioridade absoluta do orçamento familiar, e o consumo infantil faz com que a relação custo-benefício se desequilibre a favor do benefício.
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