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A BMW explica que incluiu o foguete no anúncio para destacar o rápido desenvolvimento da tecnologia, sem querer causar danos econômicos
Xangai - A Academia Chinesa de Tecnologia de Veículos de Lançamento, organismo estatal que desenha e produz a família de foguetes espaciais chineses Longa Marcha, processou a montadora alemã BMW por utilizar a imagem de um de seus propulsores em um anúncio publicitário sem seu consentimento.
Segundo reportagem desta quinta-feira do jornal oficial Shanghai Daily, a BMW publicou em uma revista chinesa um anúncio que mostra um carro da marca alemã rodeado de imagens de crianças, de uma mulher tocando instrumentos musicais tradicionais chineses e de um foguete espacial do modelo Longa Marcha CZ-2F.
A academia acusa o grupo alemão de usar o foguete para atrair a atenção sobre seus produtos, o que considera 'concorrência desleal'. Por isso, pediu a retirada do anúncio e uma indenização de 100 mil iuanes (cerca de R$ 30 mil) por perdas econômicas derivadas da violação de propriedade intelectual.
A BMW, por sua vez, explica que incluiu o foguete no anúncio para destacar o rápido desenvolvimento da tecnologia e que, como as duas empresas envolvidas no conflito não atuam no mesmo setor industrial, não pôde haver concorrência desleal nem causar danos econômicos.
'Todos os materiais publicitários que a BMW utiliza na China estão de acordo com as leis e regulamentos nacionais', lembra a fabricante alemã em comunicado. A montadora alemã garante que 'respeitará a decisão final dos tribunais', que deve sair em dezembro para dar tempo a um possível acordo entre as partes.
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