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Loja da Le Lis Blanc: marca foi a principal citada pela maior parte das entrevistadas, com 35% das lembranças
Rio Janeiro - As marcas nacionais de luxo são mais lembradas que as concorrentes internacionais. Os dados são do Instituto Qualibest e integram uma pesquisa sobre o perfil do consumo de luxo em levantamento feito pela La Clé, rede virtual que reúne mulheres com alto poder aquisitivo. A Le Lis Blanc foi a principal citada pela maior parte das entrevistadas, com 35% das lembranças.
O mercado de luxo no Brasil está em expansão, atraindo cada vez mais grifes internacionais. E a concorrência maior faz com que as marcas busquem estratégias para se adaptarem ao gosto dos consumidores brasileiros. O segmento de luxo no Brasil movimenta cerca de 7,5 bilhões de dólares por ano e a perspectiva é de crescimento acelerado pelo menos pelos próximos 20 anos.
As oportunidades estão em todos os segmentos – desde moda, sapatos e acessórios até turismo e decoração. Segundo dados da Luxury Marketing Council (LMC), 88% dos consumidores esperam qualidade superior ao adquirir um produto de luxo. A autenticidade aparece em segundo lugar, com 85% das respostas.
O crescimento do mercado de luxo no país vem fazendo aumentar a demanda por dados que estejam relacionados especificamente a este segmento da população. Para suprir esta demanda, La Clé vem criando um perfil detalhado deste tipo de consumidor, construindo massa crítica para auxiliar nas decisões de Marketing das empresas que atuam neste mercado. O site conta hoje com cerca de 800 mulheres cadastradas com gasto médio mensal de R$ 3.500,00 com roupas e acessórios. A expectativa é chegar a 3 mil nomes dentro de dois meses.
Marcas nacionais são privilegiadas
Segundo o primeiro relatório gerado, a periodicidade média de compras feitas pelas integrantes da rede é a cada 15 dias. A pesquisa aponta uma clara mudança na mentalidade do consumidor de luxo brasileiro, que já não privilegia mais as compras no exterior. Das ouvidas, 92% afirmaram fazer compras tanto no Brasil quanto em outros países.
“Esse foi um paradigma quebrado. No Brasil sempre se acreditou que o consumidor de luxo ia ao exterior para comprar e, a partir da pesquisa, vimos que não, que essas mulheres compram no Brasil e, quando questionadas, se lembram primeiro das grifes nacionais como sinônimo de qualidade, depois das internacionais”, explica Lusia Nicolino, diretora de marketing e inovação da La Clé.
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