São Paulo - Sem perceber que estava entrando no perigoso território do nacionalismo e da diplomacia, a Coca-Cola errou feio em uma campanha de Natal e Ano-Novo na Rússia e na Ucrânia.

Primeiro, a marca colocou em seu anúncio um mapa da Rússia, mas não incluiu a região da Crimeia - que pertence à Ucrânia.

Após reclamações dos russos nas redes sociais, a marca alterou a imagem e incluiu a Crimeia como território sob comando de Moscou.

A marca ainda pediu desculpas pelo "erro".

Então foi a vez dos ucranianos se revoltarem com a Coca-Cola e começarem campanha contra  a marca.

Todo esse problema remete ao conflito bélico que se desenrola na região desde 2014, quando Putin anexou a Crimeia, dizendo que era um território russo.

União Europeia e EUA, contudo, não reconhecem o poder russo e continuam defendendo que a Crimeia é ucraniana.

Na Ucrânia, políticos, consumidores e personalidades começaram a usar a hashtag #BanCocaCola em protesto à marca.

Até a embaixada da Ucrânia em Washington (EUA) se manifestou e demonstrou descorforto com a "contradição". Afinal, os EUA não reconhecem a decisão russa.

Ontem (6), a marca decidiu apagar o post, para evitar mais problemas.

Segundo a Coca-Cola, a alteração na imagem foi feita pela agência de publicidade russa, sem consentimento do escritório americano.

Tópicos: Bebidas, Coca-Cola, Empresas, Bebidas e fumo, Refrigerantes, Empresas americanas, Crimeia, Gafes de marketing, Europa, Rússia, Ásia, Ucrânia