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Hope: marca reforça conceito de sensualidade com Gisele Bündchen
São Paulo - O governo não recorrerá da decisão do Conar, que autorizou no julgamento de hoje a continuidade da campanha "Hope Ensina", com Gisele Bündchen.
Em nota oficial, a Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) afirmou ter avaliado a decisão do órgão de autorregulamentação publicitária e que acatará o resultado do julgamento, sem recorrer.
Para a SPM, o fato de o Conar ter levado a representação a julgamento em seu Conselho de Ética já representou um importante avanço: “O Conselho de Ética do Conar opera com o princípio da admissibilidade. Assim, ao levar a representação a julgamento admitiu a importância do debate”, avaliou a Secretaria.
Durante o julgamento, ocorrido nesta manhã, o relator do processo afirmou, ao justificar seu voto, que “os estereótipos presentes na campanha são comuns à sociedade e facilmente identificados por ela, não desmerecendo a condição feminina”.
Para a SPM, ao admitir a existência de estereótipos na peça publicitária, o voto do relator também representou um avanço no debate. “Um dos papéis da SPM, estabelecido no Capítulo 8 do Plano Nacional de Políticas para as Mulheres, é justamente o combate aos estereótipos”, informou a Secretaria.
O processo contra o comercial da marca de lingeries Hope foi aberto no dia 30 de setembro pelo Conar, depois que o órgão recebeu cerca de 40 denúncias de consumidores e também um pedido de representação da Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres (SPM).
No filme, criado pela Giovanni+Draftfcb e lançado no dia 20 de setembro, Gisele Bündchen aparece usando roupas íntimas para sugerir às mulheres brasileiras que usem a sensualidade na hora de dar uma notícia desagradável ao marido.
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