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Hoje, famosos não podem promover remédios em propagandas
São Paulo - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) admite a possibilidade de reabrir a discussão sobre propaganda da indústria farmacêutica. Entre as reivindicações dos laboratórios está a redução dos alertas de efeitos adversos apresentados no fim das peças de publicidade e a volta de famosos como garotos-propaganda.
"A eficácia das advertências é questionável", diz o representante da Associação Brasileira de Indústria de Medicamentos Isentos de Prescrição (Abimip), Aurélio Saes. Ele pede à Anvisa que as discussões sobre o assunto sejam reabertas e que se organize um grupo de trabalho para avaliar o assunto.
O presidente da Anvisa, Dirceu Barbano, considera possível rediscutir as regras para advertências, desde que não afete o cronograma da agência e que se leve em consideração o risco sanitário como primeiro ponto. Barbano, no entanto, não fez comentários sobre o retorno de celebridades como estrelas das propagandas.
A movimentação ocorre dias depois de a Anvisa colocar em consulta pública a permissão do retorno de remédios de venda livre para gôndolas das farmácias. O presidente da Anvisa afirma que a mudança que agora está em análise também teve início depois de um pedido do setor. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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