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Consumidores | 13/05/2010 17:57

Alpino acaba tendo gosto amargo para Nestlé

Abordagem publicitária e fórmula do Alpino Fast são investigadas pelo Conar e pelo Ministério Público

Cris Simon, de

Site da Nestlé, apresentando o produto Alpino Fast

Alpino Fast, recentemente lançada pela Nestlé, tem ou não o mesmo gosto que o bombom Alpino?

São Paulo - A bebida láctea Alpino Fast, recentemente lançada pela Nestlé, tem ou não o mesmo gosto que o bombom Alpino? Foi essa a dúvida que colocou a empresa sob investigação do Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária), do Ministério Público e de órgãos de defesa do consumidor.

A polêmica começou depois que o blog Coma com os Olhos publicou um post afirmando que, ao contrário do que a embalagem e as peças publicitárias do produto sugerem, a bebida não é uma versão líquida do famoso chocolate da marca. O post alcançou mais de 300 comentários, grande parte deles de consumidores concordando com o questionamento do blog.

A embalagem dourada, com a imagem do chocolate Alpino e com o nome do chocolate, tem o mesmo conceito visual do bombom. Nos anúncios publicitários, lançados há três meses, e no site da empresa, o texto "Alpino para beber? Isso mesmo. Alpino Fast tem aquele mesmo sabor único e irresistível que você já conhece, só que vem pronto para beber" apresenta o produto ao consumidor.

A Promotoria de Defesa do Consumidor do Rio de Janeiro analisa o caso para entrar na Justiça contra a Nestlé ou acordar com a empresa um termo de ajustamento de conduta. Nesse caso, a Nestlé precisaria modificar a fórmula ou a embalagem do produto para corrigir as irregularidades encontradas. A Nestlé defende-se afirmando que a embalagem do produto traz, em letras miúdas, o aviso: "Não contém chocolate Alpino".

Segundo o promotor de defesa do consumidor Júlio Machado, o caso está sob investigação desde o dia 10 de março para avaliar a semelhança entre os gostos do bombom e da bebida. "O objetivo do Ministério Público é concluir sobre a semelhança ou não de gostos". O Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, órgão ligado ao Ministério da Justiça, também abriu um estudo do caso.

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