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Promocional | 13/07/2012 11:49

Agências de marketing voltam os olhos para o Rio de Janeiro

Eventos são chamarizes para os grupos voltarem o foco e investirem na capital carioca, mas é preciso cuidado e reflexão na hora de expandir os negócios

Isa Sousa, do

Divulgação/COB

Bandeira Rio 2016

Bandeira gigante com o logo das Olimpíadas: cidade vem se destacando depois de amargar um esvaziamento e esquecimento do mercado promocional

Rio de Janeiro - A confirmação dos Jogos Olímpicos e das Paraolimpíadas, em 2016, além da Copa de 2014, fez com que agências de marketing promocional voltassem os olhos para o Rio de Janeiro. Entre especulação e realidade, no entanto, existem prós e contras na hora de se estabelecer no mercado carioca e os eventos não devem ser considerados o foco principal.

Na corrida em direção ao Rio, há empresas que já estiveram na cidade e retornam, aquelas que chegam pela primeira vez e também multinacionais que expandem a atuação. Para algumas, o mercado está em plena expansão, porém, há quem veja o cenário com neutralidade e até enxergue um esfriamento das ações.

Entre os que acreditam nas possibilidades da cidade está a Inflama RIO. Aberta em março de 2012, a agência especializada em conteúdo e produção de eventos nasceu em São Paulo da sociedade entre o Grupo Talkability, da Bullet, e a holding L21 Participações. O investimento para o primeiro ano foi de R$ 1 milhão e o objetivo é superá-lo em 30% até dezembro. A empresa conta com clientes como a Ceras Johnson e Grupo Infoglobo no currículo e espera se consolidar para agregar outros.

Com a agitação e efervescência cultural carioca, para a empresa o Rio vem se destacando depois de amargar um esvaziamento e esquecimento do mercado promocional. “Vi os investimentos saírem daqui nos últimos cinco anos e tenho visto quase uma ressurreição. Um fator importante foi a diminuição da violência, que acaba refletindo na economia. É um caminho natural o retorno ou a criação de agências”, acredita Cristina Cadore, diretora geral da Inflama RIO.

Legado e vocação para o turismo

Os eventos mundiais em 2014 e 2016, porém, não devem ser vistos como motivos para agências se instalarem no Rio. Mais importante que ações que possam ocorrer no setor, estão os aprendizados que deixarão. “Acredito no legado dos eventos, não especificamente no período em que eles acontecerem. Entendo que vá haver uma transformação e que ela irá se perpetuar. Isso reflete na necessidade das marcas se ativarem, até mesmo no mundo da propaganda. Os consumidores estão demandando cada vez mais e as marcas precisam dialogar e canalizar experiências únicas”, afirma Cristina.

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