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Suposto esquema pode ter lesado o Banrisul em mais de R$ 10 milhões nos últimos 18 meses
São Paulo - As agências de publicidade DCS e SLM, de Porto Alegre, e o departamento de marketing do Banrisul - Banco do Estado do Rio Grande do Sul - estão sendo investigados por uma força-tarefa da Polícia Federal, do Ministério Público Estadual e do Ministério Público de Contas por supostos desvios de recursos da instituição financeira do Estado.
A suspeita é que de as campanhas de marketing contratadas pelo banco junto as agências eram superfaturadas. Segundo a PF, as agências terceirizavam o serviço para empresas que subcontratavam os responsáveis pela execução das ações a preços muito menores do que os cobrados do banco.
Até o momento, a Polícia Federal prendeu o superintendente de marketing do Banrisul, Walney Fehlberg, um representante da agência SLM, Gilson Storke, e um diretor da DCS, Armando D'Elia Neto.
Os três foram presos em flagrante por peculato e lavagem de dinheiro. Durante as buscas em residências e nas empresas, a PF apreendeu dinheiro sem origem identificada. Até o momento, foi recolhido um total de cerca de R$ 2 milhões em poder dos três. O suposto esquema pode ter lesado a instituição financeira em mais de R$ 10 milhões nos últimos 18 meses, entre janeiro do ano passado e junho deste ano.
Os escritórios das agências publicitárias em Porto Alegre foram interditados pelos agentes federais nesta manhã. A operação, que foi chamada de Mercari, realizou ao todo 11 mandados de busca e apreensão, 10 deles na Capital e um em Gravataí, região metropolitana de Porto Alegre. Participam da ação cerca de 76 policiais.
A agência DCS é controlada atualmente pelo Grupo WPP, e a SLM, associada ao Grupo Ogilvy, do qual o WPP também é dono.
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