Esse azul é meu! 7 cores que “dão briga” no mundo das marcas

A cor que uma empresa elege para representar sua marca é seu cartão de visita e, às vezes, ela se torna exclusiva

São Paulo – Quão importante é a cor para uma marca expressar sua imagem? Considerando que nossas experiências humanas são, em grande medida, filtrada por nossos olhos, as informações visuais fazem toda diferença para comunicar uma mensagem com sucesso.

A cor que uma empresa elege para representar sua marca é seu cartão de visita. Algumas cores incorporam tão bem esse espírito, que, não raro, são distintamente associadas à marca na mente dos consumidores. Uma não faz sentido sem a outra.

No mercado americano, quando isso acontece, as empresas podem pedir o registro da cor, como uma marca mesmo, e ninguém mais do setor em que ela atua pode usar a mesma cor, o que acaba gerando, vez ou outra, algumas brigas judiciais.  O site Business Insider compilou sete cores que podem render um belo de um processo por lá. Confira:

Azul Tiffany

Charles Lewis Tiffany escolheu a cor para a capa do Blue Book, o catálogo anual da coleção de alta joalheria da empresa, publicado pela primeira vez em 1845. A cor “Tiffany Blue” foi mais tarde usada em tudo, desde embalagens de compras e caixas de jóias a qualquer tipo de publicidade da marca. Mas foi só em 1998 que o Azul Tiffany virou uma marca registrada da empresa. Seu número Pantone é 1837, em referência ao ano em que a joalheria foi criada.

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Rosa Barbie

Outra cor protegida é o Rosa Barbie, marca registrada para uso em mais de 100 categorias. Em 1997, a Mattel, empresa-mãe da icônica boneca, processou a MCA Records quando a famosa música “Barbie Girl”, do grupo Aqua, foi lançada. A Mattel não estava satisfeita com o uso de seu produto na música, é claro, mas também alegou que a capa do álbum da música se parecia muito com o logo da Barbie, incluindo o uso da cor rosa.

Rosa Barbie

(Chris Jackson/Getty Images)

Verde e amarelo da John Deere

Gigante mundial de equipamentos agrícolas, a americana John Deere é conhecida pelo esquema de cores verde e amarelo e, claro, o cervo saltitante. É por isso que a empresa detém os direitos de todos os três, proibindo qualquer outro fabricante de máquinas a usá-los separadamente ou combinados.

Tratores da John Deere

(Justin Sullivan/Getty Images)

Magenta da T-Mobile

A empresa alemã  de redes de telefonia T-Mobile é uma enérgica defensora de seu magenta, ao ponto de já ter processado ou ameaçado de processar outras empresas em pelo menos três ocasiões.

Empresa T-Mobile

(Justin Sullivan/Getty Images)

Marrom Pullman, da UPS

A cor marrom que a empresa de entregas e encomendas UPS usa em seus veículos e uniformes é chamada de “Pullman Brown”. Ela está com a marca desde 1916. À época, a cor refletia classe, elegância e profissionalismo, sem falar que a sujeira é menos visível em uniformes e veículos marrons.

UPS

(Justin Sullivan/Getty Images)

Roxo da Cadbury

O roxo usado pela tradicional marca britânica de guloseimas Cadbury foi escolhido para honrar a Rainha Vitória no século XIX. Mas o futuro é uma incógnita. Por mais de um década, a empresa tem se envolvido em brigas com a Nestlé no Reino Unido, que também quer usar uma cor bem semelhante.

Chocolate da Cadbury

(Scott Olson/Getty Images)

Laranja queimado

A Universidade do Texas, nos Estados Unidos, também tem uma cor para chamar de sua. É a Pantone 159.  Apenas entidades ligadas à universidade e as equipes oficiais de esportes podem usá-la. Segundo o Business Insider, em 2010, a faculdade barrou dois aplicativos para iPhone produzidos pela Mutual Mobile, devido ao uso do chamado “Burnt Orange”, ou laranja queimado, e a menção ao termo “Texas” em seus nomes.

Texas University logo

(Wikimedia/Reprodução)

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