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Última atualização 26/05/2017 - 17:20 FONTE

7 marcas que desafiaram a política de Donald Trump

Grandes empresas produziram peças publicitárias e publicamente se declararam contra as medidas do presidente americano

São Paulo – A surpreendente vitória de Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos, no final de 2016, continua sendo um dos assuntos mais comentados dos noticiários.

As polêmicas propostas de Trump – como seu decreto anti-imigração e a construção do muro na fronteira com o México – incentivaram as marcas a adotar um posicionamento mais claro sobre as causas sociais envolvidas nas medidas.

Grandes nomes do mercado, como Nike, Starbucks e gigantes da tecnologia como Apple e Google, que tradicionalmente levantam a bandeira da diversidade, não fizeram diferente com Trump.

Segundo o professor de Comportamento do Consumidor da ESPM, Fábio Mariano Borges, as marcas têm consciência da função social, política e econômica que exercem e nem cogitam se isentar dela, diante de medidas de um presidente passageiro.

“As causas políticas transcendem a lucratividade e são essenciais em uma sociedade que hoje é regida pelas redes sociais. Uma vez que uma empresa adota um posicionamento positivo, ela não pode mudar por conta de medidas políticas”, explica.

Ele ainda acrescenta que é importante compreender o que é se impor politicamente.

“Uma empresa não precisa declarar seu voto para ser política. Ser política é lutar pelas causas justas, independente das leis que regem um país”, analisa.

Veja abaixo as marcas que se posicionaram contra as medidas de Trump:

1. Nike

Uma das maiores marcas esportivas do mercado, cujo CEO já se posicionou contra as medidas de Donald Trump,  lançou, no Oriente Médio, uma poderosa campanha política, que valoriza e enaltece o papel das mulheres muçulmanas no esporte.

Na peça, elas falam de obstáculos e superação para se exercitarem em uma das regiões que mais as reprime. Além disso, na última semana, a empresa lançou um hijab esportivo para as consumidoras muçulmanas.

2. Budweiser

Em 2017, a marca de cerveja aproveitou um dos maiores eventos esportivos do mundo, o Super Bowl, para contar a dura história de seu fundador alemão, Adolphus Busch, para chegar nos Estados Unidos.

Intitulado “Born the Hard Way”, o filme de 60 segundos retratou as dificuldades da imigração em 1850. A Budweiser, no entanto, garantiu que sua intenção não foi responder a nenhuma controvérsia política.

3. Coca-Cola

A marca usou sua influência para fazer um comercial criticando o muro entre os Estados Unidos e o México, que Trump planeja construir.

A empresa escolheu colocar sobrenomes de origem latina em suas latas e enaltecer a beleza do povo latino.

O presidente da marca também expressou publicamente sua oposição ao presidente americano.

4. Corona

A marca de cerveja mexicana fez uma propaganda em que criticava o slogan de campanha do presidente Trump “Make America Great Again” (Faça a América Grande Outra Vez, em tradução do inglês).

Com a #AmericaÉsGrande, a peça mostra que a América não é um país, mas sim um continente onde a diversidade e a cultura se destacam.

A Corona escolheu ressaltar a grandiosidade da diversidade cultural e racial dos latinos.

5. The New York Times

Um dos jornais mais influentes dos Estados Unidos decidiu comprar um espaço de trinta segundos na cerimônia do Oscar 2017 para se posicionar contra o político.

O filme, chamado “The Truth is Hard” (A verdade é dura, traduzido do inglês), mostra que, com a quantidade de informações que circulam nas redes, é difícil saber o que é real e o que não é. Por isso a necessidade de haver os jornais.

Trump travou uma guerra com os veículos de imprensa americanos durante a corrida presidencial, sempre os acusando de mentir.

6. Airbnb

O site anunciou que alojará gratuitamente as pessoas afetadas pela medida anti-imigração do presidente americano.

O cofundador e presidente do conselho de administração da empresa publicou a medida em seu Twitter. O objetivo é usar o sistema que é acionado quando acontecem desastres naturais para colocar a medida em prática.

7. Starbucks

A rede internacional de cafés declarou, logo após a assinatura do decreto anti-imigração do presidente, que contrataria dez mil refugiados ao longo dos próximos cinco anos, nos 75 países em que atua.

A decisão de Trump de proibir a entrada nos EUA de refugiados de seis países, a maioria deles muçulmanos, incentivou a empresa a expandir seu quadro de funcionários.

Comentários

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  1. Albert R. Carnier Guedes

    E desde quando se posicionar contra Trump é bom pra uma empresa frente a um público que votou majoritariamente nele? Esses CEO’s bebem.