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Heizmann, um especialista em produção, terá a tarefa de expandir os negócios da Volkswagen chinesa
São Paulo - A Volkswagen elevou o status da China dentro do seu império em expansão e reafirmou o controle sobre suas instáveis marcas de caminhões, com uma extensiva revisão do seu alto escalão de administração neste sábado, à medida em que busca o domínio do mercado global.
A empresa criou um cargo no comitê administrativo dedicado exclusivamente para a China - seu maior mercado único - que será ocupado por Jochem Heizmann, que tem se destacado nos negócios de veículos comerciais do grupo.
A Volks foi a primeira montadora do exterior a entrar na China há três décadas e, com seus dois parceiros locais, está investindo 17,3 bilhões de dólares até 2016, para construir fábricas em todo o país.
A empresa adquiriu nos últimos anos, marcas como Scania, MAN, Porsche e Ducati como parte do seu esforço de ultrapassar a General Motors e a Toyota e chegar ao primeiro lugar da indústria até 2018.
"Nossa empresa cresceu fortemente e se tornou mais internacional nos últimos anos. Essa reorganização fundamental é a resposta certa aos desafios crescentes," disse Martin Winterkorn, presidente-executivo da Volkswagen em uma entrevista coletiva em Stuttgart.
Autoridades dizem que a reestruturação é necessária para controlar melhor o notável crescimento da empresa. Desde que pegou as rédeas da montadora em janeiro de 2007, Winterkorn transformou a Volkswagen numa empresa que vende quase 8,4 milhões de veículos por ano, ante 5,7 milhões de antes.
"Eles estão admitindo que a China é o único mercado que não se pode controlar junto com outros negócios - não é um país diferente, é um planeta diferente. Você precisa tratar a China de forma independente do resto e não amarrá-lo à sua nave-mãe," disse o analista da IHS Automotive, Christoph Stuermer.
Heizmann, um especialista em produção, terá a tarefa de expandir os negócios da Volkswagen na China, onde o grupo vendeu 2,3 milhões de veículos no ano passado.
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