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São Paulo – A fusão das redes de farmácias Drogasil e Droga Raia, anunciada nesta terça-feira (2/8), deve ser concluída até o final desde ano. Os executivos da nova companhia, a Raia Drogasil, acreditam que a casa só estará mesmo em ordem daqui a pelo menos dois anos. Nesse período, o foco estará na integração das duas redes e no crescimento orgânico das marcas, que vão continuar separadas e operando de maneira compartilhada.
“Queremos integrar de forma plena as nossas operações. Neste momento, vamos investir em crescimento orgânico para depois pensarmos em movimentos maiores”, afirmou Antônio Carlos Pipponzi, presidente do conselho da Raia Drogasil, nesta quarta-feira (3/8), em teleconferência com analistas.
Segundo ele, ainda é muito cedo para passar qualquer estimativa de crescimento das redes para o futuro, mas há muito espaço ainda para avançar dentro dos mercados em que as duas marcas atuam. “A ideia é manter o ritmo combinado das duas empresas, mas ainda não dá para cravar metas futuras.”
Ambas as companhias, desde 2006, praticamente dobraram o número de lojas. Juntas elas possuem 725 pontos de venda. A meta da Droga Raia era inaugurar cerca de 90 unidades por ano. Já a Drogasil previa, para este ano, a abertura de pelo menos 50 lojas. Se as metas forem cumpridas, vai aumentar a distância da segunda colocada, a Drogaria São Paulo, que possui hoje aproximadamente 370 farmácias.
Juntas, mas separadas
As redes vão continuar operando de maneira independente, ou seja, com suas bandeiras próprias. Por possuírem perfis de público bastante diferente – a Drogasil para consumidores mais maduros e a Droga Raia para um público mais jovem – as marcas, mesmo em mercados como são Paulo, onde há maior concentração, não devem se canibalizar.
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