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Gestão | 11/05/2012 11:58

Por que Michael Scott, da série The Office, é o líder que você não deve ser

Egoísta, centralizador e inseguro, personagem mais tumultua que incentiva equipe, aponta especialista em gestão

Getty Images

Michael Scott, de The Office, é liberal até demais

Michael Scott, do seriado The Office: reuniões desnecessárias é com ele mesmo

São Paulo – A série The Office, transmitida pelo canal Fox no Brasil, gira em torno da rotina dos funcionários da filial da fábrica de papel "Dunder Mifflin", em Scranton, na Pensilvânia. Não por acaso, trata-se de uma comédia e tanto. Cada personagem representa, de forma hilária, arquétipos típicos de profissionais encontrados nos ambientes de trabalho e, juntos, formam uma tremenda baderna corporativa ao terem de se relacionar diariamente enquanto cumprem seus objetivos de trabalho.

A equipe é comandada por Michael Scott (Steve Carell), um tipo de chefe que provavelmente ninguém gostaria de ter – e, talvez, nem de ser. Solteiro e brincalhão, ele acredita piamente ser o homem mais bonito do escritório, o mais engraçado e inteligente, além do melhor amigo de seus funcionários. Falta apenas fazer com que sua equipe acredite em tudo isso.

“Scott é o exemplo de um gestor ultrapassado, aquilo que um líder não deve ser”, afirma Gilberto Cavicchioli, professor do Núcleo de Estudos e Negócios em Desenvolvimento de Pessoas da ESPM. Por que ele é um chefe ruim? Porque comete os seguintes equívocos:

Forçar amizades

No ambiente corporativo, onde passam várias horas por dia, as pessoas têm grandes chances de encontrar amigos verdadeiros, criar laços de afeto estendidos para além da empresa. Mas é inocente pensar que todos serão amigos – ainda mais quando se está na posição de chefe.

“As pessoas podem achar que há interesse do gestor em estreitar as relações com seus pares para buscar aliados e não amigos”, diz o professor. “É importante, então, que ele se conheça o bastante para saber o que esperar das pessoas e com quem pode contar fora dali”.

Ao contrário, Michael passa boa parte do tempo se esforçando para agradar seus funcionários, fazê-los rir, chamar atenção. Quando percebe que não é amigo de todos, como imagina, fica triste e se sente solitário. “É importante que os funcionários sintam segurança na maneira como ele exerce seu papel na empresa e não fora dela”, afirma Cavicchioli.

Não saber dar notícias ruins

No episódio em que Michael precisa avisar a todos que naquele ano não haverá bônus, o gerente se vê numa saia justa, já que não consegue dar notícias ruins aos subordinados, com medo da reação negativa deles. Resolve de uma maneira simples: repassa a missão. “Assumir a postura de bom moço, sem saber falar não é antiquado e mostra até uma preocupação exagerada do líder com sua vaidade”, afirma o professor. “Afinal de contas, ele quer que seus pares o admirem, não quer ficar mal na foto e demonstrar insegurança”.

Dar má notícia aos funcionários é uma das funções dos gestores - o que exige uma boa dose de preparo. Com bons argumentos e respostas às supostas questões envolvidas no assunto, ele terá confiança o bastante para transmitir o recado sem medo.

 

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