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São Paulo – O Playcenter deixará de existir, oficialmente, às 19 horas deste domingo. Após 39 anos de funcionamento, o tradicional parque paulistano fechará as portas. Em seu lugar, daqui a um ano, será aberto outro parque de diversões, voltado para o público infantil.
Inspirado, inicialmente, em parques como o da Disney, o Playcenter reinou praticamente sozinho até os anos 90. Mas há tempos que os proprietários do parque não viam graça no negócio.
Os problemas começaram com a dificuldade em renovar o público, à medida que seus frequentadores envelheciam e seus filhos eram atraídos por outros tipos de lazer.
Em meados dos anos 90, o GP Investimentos assumiu a gestão do parque, e buscou uma administração mais voltada a resultados. Remodelado, o parque passou a focar mais o público adolescente.
Sucesso e decadência
É dessa época, também, a criação das Noites do Terror, evento que, durante três finais de semana por ano, atraía o público ansioso por se assustar pelo parque à noite, com atores fantasiados de personagens de filme de terror e todo o repertório que cerca o tema, como vampiros, múmias e lobisomens.
Apesar do sucesso desta atração, o GP Investimentos também não conseguiu um grande sucesso na gestão do parque. A direção nega que o Playcenter enfrente problemas financeiros. Os últimos dados fornecidos são de 2010, e apontam para um faturamento de 100 milhões de reais e público de 1,5 milhão de pessoas.
O parque que tomará o lugar o Playcenter deve ser inaugurado em julho de 2013. Os investimentos no projeto somam 40 milhões de reais. Desta vez, os modelos serão os parques Legoland e Nickelodeon Universe.
Com isso, o parque espera atrair novamente famílias com filhos pequenos. Para os quarentões, porém, será impossível não passear pela área, sem lembrar dos tempos em que ali estavam a montanha-russa e outros brinquedos nos quais balançavam e jogavam as mãos, enquanto gritavam de alegria.
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