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São Paulo – A habilidade do empresário Abilio Diniz de gerir negócios é inquestionável. O empresário tirou a empresa fundada por seu pai da beira da falência na década de 90 para levá-la, após estratégias muito bem costuradas, ao primeiro lugar no ranking brasileiro do varejo. Nos bastidores, porém, a presença de três aliados sempre teve uma importância considerável nas decisões tomadas por Abilio. Pércio de Souza, Caudio Galeazzi e Enéas Pestana tiveram um papel crucial na trajetória do empresário e no crescimento do Grupo Pão de Açúcar. Entenda o porquê.
Pércio de Souza
O banqueiro curitibano Pércio de Souza, fundador da butique de investimentos Estáter, é o principal assessor do empresário Abilio Diniz para fusões e aquisições. É ele quem estava ao lado de Abilio na compra da rede Ponto Frio e durante a fusão com a Casas Bahia - e também na mal suciedida compra do Carrefour no Brasil.
Abilio conheceu Pércio logo depois da primeira grande crise financeira da empresa, no início da década de 90. Na época, Pércio trabalhava como executivo do BBA e esteve envolvido em dois grandes projetos de alavancagem do grupo da família Diniz: as emissões de ações da rede e as longas negociações que culminaram na associação com o grupo francês Casino, em 1999. Nesse episódio, de importância ímpar para o crescimento sustentável da companhia, Pércio ganhou a confiança de Abilio – e uma oportunidade e tanto de negócio.
Em 2003, Pércio deixou o BBA e fundou a Estáter, para associar grandes fusões e aquisições de empresas no Brasil, levando consigo um dos clientes mais disputados do país. Desde então, o executivo ajudou a arquitetar praticamente todos os grandes movimentos estratégicos do Pão de Açúcar – além de outros grandes processos de aquisição e fusão em outros ramos, como o da venda da Ipiranga para o grupo Ultra, em 2007.
Claudio Galeazzi
Atual sócio do banco BTG, Claudio Galeazzi foi presidente do Pão de Açúcar de dezembro de 2007 a março de 2010 e responsável pela guinada da companhia depois de mais uma crise. Conhecido por ter pulso firme quanto à redução de custos em busca de rentabilidade, Galeazzi recebeu carta branca de Abilio para cumprir uma missão delicada: tirar a companhia mais uma vez do vermelho, em um cenário ainda mais competitivo com a chegada do Walmart no Brasil, em 2003.
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