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São Paulo – No meio do século 19, chega à presidência o 16º chefe de Estado norte-americano. Abraham Lincoln, presidente de 1861 a 1865, esteve no comando do país durante a Guerra Civil Americana e lutou pela libertação dos escravos nos Estados Unidos. A história mostra que, ainda hoje, quase 150 anos depois, é possível aprender com a sua gestão.
A prova do apelo dessa história é o sucesso de bilheteria do filme Lincoln, de Steven Spielberg, nos cinemas desde janeiro. Nos Estados Unidos, a bilheteria já arrecadou US$ 176 milhões, e contando. Por aqui, mais de 630 mil ingressos já foram vendidos. O filme é um dos favoritos indicados ao Oscar deste ano.
“Lincoln foi um líder estrategista e esse perfil foi muito retratado no filme”, diz Agenor Brandalise, representante da Dale Carnegie Training no Brasil. Para ele, o filme traz uma série de lições de gestão e, principalmente, condução de equipes.
O filme conta a história de toda a movimentação do presidente Lincoln para aprovar a emenda que abolia a escravidão nos Estados Unidos durante a Guerra Civil americana. Em busca de votos, o personagem se expõe, busca parcerias e abusa da retórica.
Saber delegar
Um dos pontos altos do filme é quando o personagem de Lincoln, às vésperas da votação que definiria o destino dos negros nos Estados Unidos, se vê sem o número de adesões necessárias para aprovar a sua emenda. Com serenidade, o líder delega a seus parceiros a missão de buscar os dois votos faltantes.
“Mostrar confiança no seu time é fundamental. É importante que toda a empresa tenha clareza de que o gestor não está preocupado com a autoria da ideia, mas com o bom andamento dos negócios da empresa”, diz Agenor. “O bom gestor confia que seu time vai sempre tomar as melhores decisões para a companhia, com foco no negócio."
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