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Profissionalização | 05/07/2012 18:00

O que a virada do Coritiba ensina sobre gestão fora dos campos

Para chegar à sua segunda final consecutiva da Copa do Brasil, time paranaense adotou critérios de gestão que podem ser seguidos por qualquer empresa

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Jogadores do Coritiba comemorando o título do Campeonato Paranaense 2011

Jogadores do Coritiba comemoram campeonato paranaense em 2011: rebaixado em 2009, time voltou à elite do futebol brasileiro e disputa segunda final consecutiva da Copa do Brasil

São Paulo - Nesta quinta, o Coritiba entra em campo contra o Palmeiras para brigar pelo título de campeão da Copa do Brasil. É a segunda vez consecutiva que o Coxa disputa a final. Mas, há apenas dois anos, a realidade era outra para o time paranaense, que lutava para voltar à série A do Brasileirão depois de ter sido rebaixado em 2009.

Por trás da virada do Coritiba está uma mudança que começou longe das quatro linhas. Vilson Ribeiro de Andrade, atual presidente do conselho administrativo do clube e ex-CEO do banco HSBC, capitaneou um plano para reestruturar o time e profissionalizar sua gestão. Depois de assumir a cadeira em 2010, Andrade procurou identificar as deficiências do Coritiba depois de uma rigorosa auditoria.

Em seguida, o executivo instituiu um sistema de metas para o quadro executivo com o objetivo de fazer os planos se tornarem realidade. Como resultado, ajudou a elevar o quadro de associados de 2.500 para atuais 31.000 pessoas. O orçamento do clube também cresceu 140%, chegando a 75 milhões de reais. O bom momento acabou tendo reflexo na performance do clube dentro de campo.

Segundo Adriana Prates, presidente da consultoria Dasein Executive Search, o aumento da competitividade em todos os setores produtivos e a vinda de empresas estrangeiras para o país contribuíram para acelerar esse tipo de processo em todos os tipos de companhia: de clubes de futebol a grandes conglomerados.

A J&F, holding dos irmãos Batista que controla os negócios do frigorífico JBS, aderiu com força ao movimento. Em 2011, Gilberto Xandó (ex-Sadia) assumiu a presidência da Vigor, divisão de lácteos do grupo. De lá para cá, Eduardo Luz (ex-Unilever) foi para o comando da empresa de higiene e beleza Flora e José Carlos Grubisich (ex-ETH Bioenergia) fez o mesmo na companhia de celulose Eldorado. Para completar, Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central, tornou-se o presidente do conselho da holding em março.

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