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ABC | 29/05/2012 18:40

Mercedes do Brasil suspende contrato de 1.500 empregados

Medida, que ocorre após a queda de até 30% na produção de caminhões, durará até cinco meses e será de 18 de junho a 11 de novembro

Divulgação

Novo Mercedes-Benz GLS

Do total de 1.500 trabalhadores que serão afetados pela medida, 500 são temporários

São Bernardo do Campo - A Mercedes-Benz e o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC assinaram nesta terça-feira, 28, um acordo para suspensão temporária do contrato de trabalho de 1.500 empregados da unidade produtora de caminhões da companhia em São Bernardo do Campo. A medida, que ocorre após a queda de até 30% na produção de caminhões, durará até cinco meses e será de 18 de junho a 11 de novembro.

Durante esse período, os metalúrgicos receberão uma bolsa mensal do fundo de amparo ao trabalhador (FAT) de R$ 1.163 para frequentar um curso de qualificação profissional do Senai, de 300 horas. O acordo prevê que a companhia complemente essa bolsa até o limite máximo do salário líquido de cada um dos trabalhadores, que varia de R$ 2.800 a R$ 2.900 em média.

O total de trabalhadores que terão contratos suspensos corresponde a 12,5% dos 12 mil que a companhia emprega na unidade do ABC e 10,7% dos 14 mil que tem em todo o Brasil, incluindo as fábricas de Campinas (SP) e de Juiz de Fora (MG).

A medida, conhecida como lay-off, está prevista no artigo 476 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Durante o período em que não estiverem trabalhando, a Mercedes deixará de recolher o INSS e o Fundo de Garantia dos trabalhadores, mas o período continuará sendo computado para o pagamento de 13º salário, das férias, da PLR, e os trabalhadores receberão assistência médica da empresa.

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