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Conhecido como Madoff mineiro, Thales Maioline prometia retornos irreais em esquema de pirâmide financeira
São Paulo - Em julgamento divulgado na noite de ontem, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) condenou Thales Emanuelle Maioline a uma multa de 500 mil reais. Conhecido como Madoff mineiro, o investidor é apontado como o responsável pelo Fundo de Investimento Capitalizado (Ficap), aplicação que só existia de fato no site da empresa criada por ele, a Firv Consultoria e Administração de Recursos Financeiros. A CVM também penalizou a Firv em meio milhão de reais.
Assentado sobre um esquema de pirâmide financeira, o fundo prometia um retorno de 5% ao mês acrescido de um bônus semestral. Atraído pelo canto da sereia, milhares de investidores resolveram apostar na aplicação para multiplicar suas reservas. Mas o dinheiro dos entrantes era utilizado para remunerar os que resolviam sair. Sem geração sustentável de caixa, o fundo ruiu em julho de 2010, quando um investidor solicitou o resgate de 3 milhões de reais. Estima-se que o prejuízo total beire os 100 milhões de reais.
Maioline desapareceu por 140 dias e acabou sendo preso no fim de 2010. O caso não deixa de lembrar o do americano Bernard Madoff, megainvestidor de Wall Street que operou um esquema de pirâmide financeira por 16 anos - daí o apelido recebido pelo brasileiro. Condenado a 150 anos de prisão em 2009, Madoff enganou cerca de 16.000 vítimas. Estima-se que os investidores tenham perdido entre 12 e 20 bilhões de dólares com suas investidas.
Pela decisão da CVM, Thales e a Firv ficarão impedidos de atuar no mercado pelo prazo de uma década.
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