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Broad: experiência de vida se transforma em lições para os empreendedores
São Paulo – Ser revolucionário e romper com o senso comum são ingredientes que nenhum autor de livro de gestão dispensa. E, nos últimos tempos, nenhum livro é mais explícito nesta proposta que o recém-lançado “The art of being unreasonable: lessons in unconventional thinking” (“A arte de ser insensato: lições de pensamento não-convencional”, numa tradução livre).
O maior cartão de visitas do livro, lançado pela editora John Wiley & Sons, é seu coautor, o bilionário americano Eli Broad, que o concebeu em parceria com o jornalista Swati Pandey. A biografia de Broad tem todos os elementos cultuados pelos americanos em histórias de sucesso: nasceu em uma família pobre, ralou muito para cursar a universidade, criou duas potências do capitalismo americano (o fundo de pensão SunAmerica e a incorporadora KB Home), amealhou uma fortuna de 6 bilhões de dólares e, agora, dedica-se à filantropia e à arte.
O apelo do livro é, justamente, atribuir a Broad uma capacidade incomum de ir na contramão do bom-senso para ser bem-sucedido. Sua inspiração seria um presente de sua esposa – um peso de papel com uma famosa frase do dramaturgo Bernard Shaw: “O homem sensato se adapta ao mundo. O homem insensato insiste em adaptar o mundo a si mesmo. Logo, todo progresso depende do homem insensato.”
O que importa
Mas vamos direto ao ponto: ao longo das 165 páginas da obra, só há duas dicas que realmente se destacam, entre dezenas de lições embaraçosamente... muito convencionais, como estude seus adversários, delegue tarefas a quem compartilha dos seus valores, e nunca se acomode com um projeto bem feito – ele sempre pode melhorar.
A primeira é: volte a pensar como uma criança, isto é, não aceite o primeiro “não” como resposta. Diante de alguém que lhe diga que algo não pode ser feito, Broad recomenda devolver o problema com um simples: “por que não?”
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