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Gestão | 14/08/2012 07:00

Como Indiana Jones e um urso podem revolucionar sua empresa

Livro de consultor americano mostra como não incentivar seus funcionários ao comodismo – e a buscarem novas ideias sempre

Divulgação

Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal

Para o consultor em gestão Stephen Shapiro, que já ajudou empresas como Nestlé e Johnson & Johnson, executivos devem desbravar o mundo como Indiana Jones 

São Paulo - Em busca de novidades para chacoalhar o mercado? Que tal estimular seus funcionários a dedicarem 20% do expediente ao "desenvolvimento de novas ideias" para a empresa? Como se sabe, a perspectiva que faria muitos colaboradores sorrirem já é realidade no Google - mundialmente conhecido pelas suas ideias inovadoras. Mas para o consultor em gestão Stephan Shapiro, a simples replicação da fórmula não é garantia alguma de sucesso.

No livro "Não elogie o funcionário por fazer bem o seu trabalho", ele admite que a estratégia não deixa de impulsionar "uma das forças de trabalho mais motivadas que existem". Mesmo assim, a prática já teria se tornado batida. "É algo parecido com o teorema do macaco: se você der tempo suficiente para os seus funcionários experimentarem e desenvolverem ideias livremente, eles vão acabar encontrando a próxima grande inovação (e não! Não estou sugerindo que seus funcionários sejam macacos)", escreve.

Shapiro completa que reproduzir o que os outros já estão fazendo costuma manter uma companhia no mesmo jogo ao invés de fazê-la avançar, “pois seguir os outros é o caminho mais rápido para se tornar irrelevante". Para conseguir inovar, portanto, as empresas devem estudar o mercado, conhecer seus clientes e revisar processos internos em busca de uma solução personalizada. Confira, a seguir, quatro das 40 dicas que ele dá com esse propósito:

1. O que dois alpinistas fugindo de um urso mostram

"Não é o mais forte que sobrevive, mas o mais adaptado". Com esse título, Shapiro abre o rol de ensinamentos voltados aos gestores. Para ir mais a fundo, ele evoca a piada de dois alpinistas fazendo trilha. Depois de encararem um urso faminto de 250 quilos, um deles tira a mochila e as botas e começa a calçar os tênis de corrida. O outro olha para ele e pergunta: "O que você está fazendo? Você não consegue correr mais rápido do que um urso!". E o primeiro responde: "Eu sei, mas só preciso correr mais rápido do que você".

Segundo o especialista, a história mostra a essência da inovação: estar um passo à frente do concorrente para não ser devorado lá na frente. "Quando o ritmo das mudanças fora da sua organização é maior que o ritmo das mudanças dentro dela, você será comido e passará por maus bocados tentando fazer o seu negócio sobreviver", escreve o especialista em um trecho do livro.

Mas apertar o passo não seria o bastante. E Shapiro retoma a história dos alpinistas para explicar o porquê. Depois de ouvir que o companheiro sairia em debandada, o que ficou para trás teria aberto um sorriso de alívio. Isso porque ele sabia que os ursos enxergam muito mal e só caçam presas em movimento. Moral da história: correr na direção errada na verdade pode atrasá-lo e queimar seus recursos. "Em vez disso, reaja de maneira calculada. Saiba o que vai melhorar o seu negócio, entenda o mercado e aproveite os pontos fortes da sua organização, focando no que é mais importante", diz o consultor.

2. A anti-lição de Thomas Edison

Para tornar a luz incandescente um equipamento viável, Thomas Edison fez cerca de 700 tentativas até encontrar o filamento perfeito para o trabalho. A ele, é atribuída uma máxima sobre a importância de seguir em frente. "Eu não fracassei 700 vezes. Não fracassei nenhuma vez. Provei com sucesso que essas 700 maneiras não funcionam. Quando tiver eliminado as maneiras que não funcionam, encontrarei a que funciona", teria dito o inventor.

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