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São Paulo – A GOL anunciou na noite desta segunda-feira um novo nome em seu comando: Paulo Sérgio Kakinoff, ex-presidente da Audi do Brasil. Em entrevista à Exame.com, Constantino de Oliveira Junior fala dos motivos que levaram à escolha de Kakinoff como presidente da empresa de aviação, quais serão seus desafios e por que a mudança não significa que outras grandes mudanças estão por vir.
Exame.com - Por que escolheram o Paulo Sérgio Kakinoff como presidente?
Constantino Junior - Escolhemos porque a competência em termos de gestão do Kakinoff é comprovada pela sua trajetória – ele é um executivo brilhante que teve condições de exercer diversas funções no Grupo Volkswagen até chegar à presidência da Audi. Conhece os desafios e os principais indicadores da indústria, acredita na companhia e no nosso modelo de negócio. Como não estou deixando a empresa, mas assumindo o conselho, vou participar de forma mais executiva do dia-a-dia da companhia e a chegada dele será agregada ao grupo gestor e aliada a minha experiência no setor.
Exame.com - Quais serão os desafios dele na companhia?
Constantino Junior - Garantir agilidade à companhia e um aprimoramento nos processos para atuar frente à volatilidade do setor. A GOL é uma empresa nova, com 11 anos de atuação, que passou por diversos momentos que deixaram claro que a agilidade é fundamental para a companhia, já que as mudanças do setor para ela traz impactos mais rápidos que para suas concorrentes . Precisamos ter mais agilidade e é essa a principal missão do Kakinoff.
Exame.com - As suas atribuições mudam na empresa?
Constantino Junior - Pretendo ficar com ele no próximo trimestre todo, serão 90 dias de transição, onde vamos conviver como CEO e presidente do conselho. Ele assume a presidência no dia 02 de julho e devemos convocar uma assembleia no dia 06 para fazer a mudança no estatuto e exclusão do nome dele como conselheiro. Depois disso, faremos a transferência do comando de forma gradual sem rupturas e eu passo a exercer a presidência do conselho, com um papel institucional estratégico mais forte, com ajuda de toda a equipe da empresa para entregar os objetivos previstos.
Exame.com - Não é o primeiro momento de turbulência da companhia. Por que estão optando por nomear alguém de fora para o comando pela primeira vez?
Constantino Junior - É difícil dizer se é o momento certo, mas o fato é que a indústria é muito desafiadora e essa mudança não pressupõe uma ruptura, já que continuarei na companhia. Pesou mais o fato de termos encontrado a pessoa certa do que ser o momento certo. A indicação do nome dele nasceu até de uma conversa despretensiosa.
Exame.com - A GOL não buscava um novo presidente no mercado há bastante tempo, como foi especulado?
Constantino Junior - Definitivamente não, nós não estávamos procurando presidente para a companhia. É natural, em termos de governança, a profissionalização com executivos que tenham química com os controladores, que entendam bem o modelo de negócios da empresa e os desafios que ela oferece, como é o caso agora. Isso aconteceu de forma concomitante, não por conta do atual momento da GOL.
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