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Vitor Belfort: lutador tem se mostrado um hábil líder de equipe em reality show
São Paulo – Treinar uma equipe de artes marciais mistas (MMA) deve ser muito simples, não é? Muitos exercícios físicos e gritos de “trucida ele” para manter os lutadores com a adrenalina nas nuvens, enquanto se socam e se chutam no octógono.
Se você pensa assim, junte oito marmanjos musculosos, aplique esse método e coloque-os para lutar com a equipe que Vitor Belfort, uma das lendas do MMA, está treinando na versão brasileira do reality show The Ultimate Fighter, transmitido pela Globo. O programa dará aos vencedores de duas categorias (peso-pena e peso-médio) um contrato com o UFC, o maior campeonato de MMA do mundo.
Um detalhe: a equipe verde, de Belfort, venceu todas as lutas que travou até aqui contra a equipe azul, liderada pelo também respeitado lutador Wanderlei Silva. E, não, Belfort não obteve esses resultados na base da porrada (isso, só no ringue). Fora, o lutador tem se mostrado um hábil líder, capaz de motivar sua equipe e administrá-la de modo eficiente. Seus métodos podem servir de inspiração para executivos que precisam levar sua equipe para a luta contra os adversários mais ferozes do mercado. Veja alguns deles:
Aposte em um bom time e não em lutadores
Logo no primeiro episódio, a equipe verde, de Vitor Belfort, e a azul, de Wanderlei Silva, disputam na sorte para ver quem terá a vantagem de escolher o primeiro lutador ou de escolher a primeira luta. Wanderlei ganha e decide chamar seu primeiro lutador, o peso-pena Rony Jason, ganhador de várias outras lutas. “O cara tá ali pronto para lutar com qualquer um”, diz o Silva.
Ao que parece, a decisão de Wanderlei não amedronta Belfort. Pelo contrário: Vitor acha que teve uma vantagem sobre a turma oponente. “Fiquei com o direito de escolher as lutas e, com isso, casá-las de forma positiva para o meu time na competição”, disse Belfort.
Para a primeira luta, Belfort escolhe seu peso-pena Godofredo Pepey para lutar com Wagner Galeto. “Galeto foi o que lutou pior na noite e, na cabeça dos próprios treinadores, ele é o que pode perder mais fácil e isso faz com que a autoconfiança dele diminua”. Dito e feito. A vitória foi de Pepey.
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